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RECONHECIMENTO: Cirone Deiró entrega Medalha do Mérito Legislativo ao médico e pioneiro Toshio Shiokawa

O deputado destaca legado e contribuição com o desenvolvimento de diferentes áreas estão presentes ainda hoje na vida dos cacoalenses

ASSESSORIA

10 de Fevereiro de 2020 às 16:24

RECONHECIMENTO: Cirone Deiró entrega Medalha do Mérito Legislativo ao médico e pioneiro Toshio Shiokawa

FOTO: (ASSESSORIA)

O médico e pioneiro do município de Cacoal, Toshio Shiokawa, atualmente residindo e trabalhando em São Paulo, será homenageado pela Assembleia Legislativa de Rondônia com a Medalha do Mérito Legislativo. A proposta aprovada em plenário faz parte do projeto idealizado pelo deputado Cirone Deiró, “Gente que faz, orgulho de Cacoal” que tem por finalidade reconhecer o legado dos pioneiros, personalidades e instituições que contribuíram ou contribuem com o desenvolvimento econômico e social da Capital do Café.

 

A iniciativa é resultado do compromisso do deputado Cirone Deiró com a preservação da história e o reconhecimento dos pioneiros e personalidades que dedicaram suas vidas, ou daqueles que ainda se dedicam na construção da Capital do Café. Em solenidade realizada, em 13 de dezembro de 2019, dezenas de pioneiros, personalidades e instituições foram homenageadas dentro do projeto Gente que faz, orgulho de Cacoal.

 

No próximo dia 20 de fevereiro, no escritório político do deputado Cirone Deiró será entregue a Medalha do Mérito Legislativo ao médico e pioneiro Toshio Shiokawa. Ao defender o nome do médico Toshio Shiokawa para uma das maiores honrarias da Assembleia Legislativa, o deputado Cirone Deiró, fez uma breve retrospectiva da história e pioneirismo do médico, empreendedor e cidadão Toshio Shiokawa. “A sua contribuição e seu legado estão presentes em diferentes áreas do desenvolvimento do município”, assegurou o parlamentar.

 

 

Pioneirismo do médico Toshio está registrado na história de Rondônia

 

Cirone registrou que a exemplo de centenas de pioneiros, Toshio chegou em Cacoal, no ano de 1975. Na Capital do Café, o jovem médico instalou seu consultório num sobrado de madeira, alugado próximo a BR 364, enquanto construía as novas instalações, na Avenida São Paulo, onde funciona até hoje, o Hospital e Maternidade São Paulo.

 

No ano seguinte, se tornou médico voluntário no atendimento aos índios das etnias Suruis, Cinta Larga e os Nambiquaras. Toshio prestava assistência médica gratuita aos povos indígenas, inclusive internando e fazendo exames por imagem. Seu compromisso com o bem-estar coletivo o levou a ser eleito o primeiro presidente do Lions Clube de Cacoal. Foi presidente por três gestões e assumiu ainda a vice-governadoria da região.

 

Dentro do Lions Clube, com seus fiéis companheiros, o jovem médico conseguiu idealizar e contribuir com várias outras entidades, a exemplo do Country Club de Cacoal, do qual, em 1979, foi fundador e presidente. Toshio se preocupou até mesmo em arborizar Cacoal. Adquiriu em São Paulo sementes de flamboyant (FLAMBOIAM) e com a ajuda dos associados do Lions fizeram mudas, que mais tarde foram plantadas nas ruas da cidade.

 

 Já no ano de 1981, o médico e empreendedor Toshio foi eleito segundo presidente da Associação Comercial e Industrial de Cacoal-ACIC. Ocasião, em que contribuiu para a implantação da Feira Livre no município. Cirone Deiró reconheceu que a instalação da feira livre abriu novas oportunidades de comercialização aos agricultores que tinham poucas opções para vender seus produtos. “Hoje, o município de Cacoal se destaca pela força da agricultura familiar e pela comercialização dos seus produtos nas diversas feiras livres que tem no município”, disse.

 

 As dificuldades estruturais das décadas de 70 e 80 também pautaram a atuação do médico Toshio. Na gestão do então governador Jorge Teixeira, ele se empenhou para sensibilizar o governador e sua equipe para a necessidade de ampliação da rede elétrica, que até então, dependia do funcionamento de geradores da cidade vizinha, na mesma época, também reivindicou para Cacoal uma retransmissora de TV.

 

 Durante a gestão do prefeito Divino Cardoso, Toshio foi convidado a ser presidente do recém-criado Conselho de Desenvolvimento Industrial de Cacoal. E implantou a época, o Distrito Industrial da cidade, que hoje conta com inúmeras indústrias. A implantação do Distrito Industrial vinha seguida de uma política de incentivos que incluía também a doação do terreno, para que os empreendedores pudessem instalar suas indústrias.

 

 Na condição de empreendedor, Toshio também trabalhou pela instalação do Banco do Brasil e do Bradesco, em Cacoal. Quando o Bradesco iniciou suas atividades, o gerente, por deferência da administração da instituição em Cidade de Deus, Osasco, convidou o médico Toshio a ser o primeiro cliente. Pelo êxito obtido pela agência de Cacoal Toshio recebeu elogios da superintendência do Bradesco e a comunicação de que seria instalada a única escola comunitária da Fundação Bradesco de Rondônia, em Cacoal.

 

 A implantação dos Correios foi outro marco importante que teve a efetiva participação do médico Toshio. Sua forte atuação em defesa do desenvolvimento do município de Cacoal motivou o governador Jorge Teixeira a convida-lo para assumir a prefeitura. Nos anos seguintes, outros surgiram outros convites para ingressar na vida pública. Mesmo reconhecendo a importância da atuação política para o desenvolvimento local, Toshio sempre recusou os convites recebidos, por entender que já estava dando a sua contribuição, enquanto médico, cidadão e empreendedor.

 

Com o crescimento do município, Toshio diversificou sua atuação empresarial. Se tornou sócio em um escritório contábil, foi proprietário de gráfica, casa noturna, loja fotográfica, máquina de benefício de arroz e também atividade agropastoril, além da plantação de café.

 

No final da década de 80, Toshio foi para São Paulo fazer um curso de especialização em radiologia. Em 1992, iniciaria um curso de mestrado em radiologia vascular no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Na sequência, ele retorna para Cacoal para reassumir a gestão do Hospital são Paulo. No entanto, em 1996, ele deixa definitivamente a cidade de Cacoal, após ter transferido o hospital a um grupo de 10 médicos.

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