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MARECHAL RONDON: Apoio propicia homenagem à patrono do Estado, diz Aleks Palitot

Projetos de resgate e valorização da cultura local e memória rondoniense conquistam importantes parceiros

ASSESSORIA

30 de Agosto de 2019 às 15:49

MARECHAL RONDON: Apoio propicia homenagem à patrono do Estado, diz Aleks Palitot

FOTO: (ASSESSORIA)

Uma imprescindível parceria sem qual não teríamos como arcar com esta homenagem á um dos mais ilustres personagens de nossa história”, estas foram as palavras do vereador Professor Aleks Palitot ao definir o apoio do Sistema de Cooperativas de crédito do Brasil (Sicoob Norte – Portocredi), para a produção de um busto que será colocado no Memorial Rondon em Porto Velho Rondônia.

 

Localizado a cerca de oito quilômetros de Porto Velho, o Memorial vem se tornando um grande complexo turístico graças as parcerias angariadas pelo vereador e Associação dos Ferroviário. Além, do Museu o espaço conta ainda com o passeio de Litorina, uma espécie de bondinho da época da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e recentemente reativado.

 

Um novo projeto, é a restauração da Máquina 50 que será exposta em local construído especialmente para esta finalidade. A homenagem à Rondon, irá ganhar um novo item de exposição. O busto que será feito pelo renomado artista local Bruno Souza, que tem formação em Belas artes na Itália, e que foi patrocinada pelo Sicoob e pelo Professor Aleks Palitot, acrescentará em muito o acervo.

 

Rondon é de grande importância para esta região, responsável por desbravar estes rincões e em sua homenagem nosso Estado recebe este nome, Rondônia. “Foi ele quem transformou uma terra antes desconhecida em terra de destemidos pioneiros”, complementa Palitot.

 

 

Marechal Rondon

 

Nascido em cinco de maio de 1.865 Cândido Mariano da Silva Rondon é natural de Mimoso, no Estado de Mato Grosso. Ainda cedo perdeu seus pais Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva sendo criado em Cuiabá por seu tio, de quem herdou o sobrenome Rondon.

 

 

 

 

Tornou-se professor primário aos 16 anos, mas optou pela carreira militar servindo como soldado no 2o Regimento de Artilharia a Cavalo, e ingressando dois anos depois na Escola Militar da Praia Vermelha. Em 1886 entrou para a Escola Superior de Guerra onde assumiu um papel ativo no movimento pela proclamação da República. Fez o curso do Estado Maior de 1ª Classe e foi promovido a alferes (atual “aspirante a oficial”). Graduou-se como bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais e participou dos movimentos abolicionista e republicano por volta de 1890.

 

Em 1889, Rondon participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá, assumindo a chefia do distrito telegráfico de Mato Grosso, e foi nomeado professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, cargo do qual se afastou em 1892. Entre 1900 e 1906 dirigiu a construção de mais uma linha telegráfica, entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia.

 

Começou a construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antônio do Madeira, em 1907, sua obra mais importante. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica. Nesta mesma época estava sendo feita a ferrovia Madeira-Mamoré, que junto com a telegráfica de Rondon ajudaram a ocupar a região do atual estado de Rondônia.

 

Rondon fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e linguísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas. Por sua contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior.

 

Foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910. Incansável defensor dos povos indígenas do Brasil, ficou famosa a sua frase: “Morrer, se preciso for; matar, nunca”.

 

Entre 1919 e 1925, foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções, chegou a general-de-divisão. Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva do Exército. Nos anos 40 virou presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), cargo em que permaneceu por vários anos.

 

Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal. E no ano seguinte, o então Estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos.

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