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INVESTIGAÇÃO: Polícia Federal faz buscas na casa da mãe e do primo de Aécio Neves

Nesta manhã, além da busca na casa da mãe do político, os agentes também cumprem ordens judiciais na casa de Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio Neves, na rua Patagônia, também no bairro Sion

RONDONIAOVIVO

20 de Dezembro de 2018 às 09:47

INVESTIGAÇÃO: Polícia Federal faz buscas na casa da mãe e do primo de Aécio Neves

FOTO: (Divulgação)

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (20), mandados de busca e apreensão na casa da mãe do senador e deputado estadual eleito por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Os agentes estão no prédio em que Inês Maria Tolentino Neves mora na rua Pium-i, no bairro Sion, Centro-Sul de Belo Horizonte. 

 


Nesta manhã, além da busca na casa da mãe do político, os agentes também cumprem ordens judiciais na casa de Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio Neves, na rua Patagônia, também no bairro Sion. Frederico apareceu em vídeos recebendo uma mala de dinheiro do ex-executivo da JBS, Ricardo Saud, no ano passado. 

 

Os trabalhos fazem parte da operação Ross, desdobramento da Lava Jato, deflagrada em 11 de dezembro. À época, o apartamento de Aécio e da irmã, Andréa Neves, foram alvos da Polícia Federal. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro Marco Aurélio, relator da operação Ross no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Segundo a denúncia, Aécio, que é investigado em outros nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), liderou uma suposta organização criminosa para tentar vencer as eleições de 2014 que teria recebido ao menos R$ 110 milhões em propinas do grupo J&F, do empresário Joesley Batista.

 

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em troca dos recursos financeiros, Aécio teria prometido favorecimentos em um eventual governo presidencial (2015 a 2018) além de influência junto ao governo estadual de Minas Gerais, neste caso, com o objetivo de viabilizar a restituição de créditos tributários.

 

Na análise da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, juntada ao inquérito da PF, ficou “evidenciada relação espúria e duradoura entre Aécio Neves e executivos de um dos maiores grupos empresariais brasileiros, que, confessadamente, praticaram múltiplos atos de corrupção em todas as escalas do poder”.  

 

A PF batizou a operação de Ross numa referência a um explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo localizada na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sob investigação. A Polícia Federal não detalhou a operação ainda, pois os trabalhos estão em andamento.

 

Defesa

 

Na primeira fase da Operação Ross, a defesa do senador Aécio Neves afirmou em nota enviada à imprensa que a ação tem como base as delações de executivos da JBS "que tentam transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na Justiça Eleitoral, em algo ilícito". Aécio negou irregularidades. O espaço está aberto para novas manifestações do parlamentar.

 

Diplomação

 

Ontem, Aécio Neves faltou a cerimônia de diplomação dos deputados estaduais, federais, senadores e do governador eleito Romeu Zema (Novo). A solenidade ocorreu no Grande Teatro do Palácio das Artes. Procurada, a assessoria de imprensa de Aécio não informou o motivo pelo qual o deputado eleito com mais de 116 mil votos em outubro não compareceu a cerimônia. 

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