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NA NOSSA FLORESTA - Ouro, diamantes, nióbio, ideologias e idiotices

Na nossa floresta: Ouro, diamantes, nióbio, ideologias e idiotices

DA REDAÇÃO

20 de Julho de 2017 às 09:18

NA NOSSA FLORESTA - Ouro, diamantes, nióbio, ideologias e idiotices

FOTO: (Divulgação)

Por ignorância, ideologia distorcida, pressão de ONGs e até alguma dose de ingenuidade de parte das nossas autoridades de todos os Poderes, as riquezas da nossa Amazônia são levadas embora, sem deixar qualquer benefício para o Brasil e seu povo. Os exemplos são inúmeros. O caso dos diamantes da Reserva Roosevelt, enterrados e disponíveis apenas para o contrabando, fazendo fortunas de criminosos brasileiros e do exterior, é apenas mais um, nesse contexto. Enquanto os donos da fortuna, os índios Cinta Larga, vivem em más condições (com exceção dos caciques), o roubo de diamantes continua em larga escala, mesmo com as juras das chamadas autoridades competentes de que isso não está ocorrendo. Nossas riquezas estão desaparecendo ou sendo vendidas no exterior a preços pífios, como o nióbio rondoniense, por exemplo, (só nós e a Bahia temos esse raríssimo minério, usado em espaçonaves e na indústria da computação). O ouro do Rio Madeira, ainda abundante, esvai-se em garimpos ilegais, às vezes até na cara das autoridades. Nosso ouro faz fortunas todos os dias, enquanto para os cofres públicos, que poderiam garantir benefícios a toda a população, a verdadeira dona das minas, fica nada.

Outro desses casos apareceu agora, também na região norte, onde temos imensos mananciais de minérios, que poderiam resolver todos os nossos graves problemas nacionais, caso fossem cuidados, administrados e controlados pelos bancos oficiais, por exemplo. A descoberta foi feita pelo Exército, na Terra dos índios Yanomamis, em Roraima, no meio da floresta. Lá existia, por longo tempo, um garimpo ilegal de ouro, que, só num ano, teve faturamento aproximado de 32 milhões de reais por mês. Nem um só tostão entrou para os cofres públicos brasileiros. Toneladas de ouro foram levadas embora, fazendo fortuna de poucos e nada deixando para nosso país. O raciocínio de que essas áreas devem ser intocadas; que os índios que nela vivem devem continuar tendo uma vida de fome e abandono, sem usufruir de qualquer parte da riqueza que é deles; de que o importante é que eles mantenham suas raízes e que a riqueza deve ser intocada, é claro, uma das grandes idiotices deste país. Tudo indica que não há projeto para mudar esse quadro dantesco e inacreditável, que pune o Brasil, defende ideologias e relega nossas riquezas a um terceiro plano. Alguns poucos mandam e decidem contra o país e fica por isso mesmo. Pobres de nós!

 

SENTENÇAS DE MORTE

Dois agentes penitenciários que trabalham no Presídio Federal de Porto Velho, estavam condenados à morte. Eles seriam escolhidos aleatoriamente e mortos a mando do Primeiro Comando da Capital, o PCC, uma das maiores e mais cruéis organizações criminosas do país, cujos chefões comandam as ações de violência, assaltos, roubos e assassinatos de dentro das cadeias. As “sentenças de mortes” já  teriam sido emanadas. As primeiras duas foram executadas por membros do PCC, ainda soltos, a mando dos seus patrões, que estão em cadeias federais. Um agente foi morto em Cascavel, no Paraná e outro em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A decisão atingiria todos os presídios do país, incluindo, obviamente, o de Rondônia. A trama foi descoberta pela Polícia Federal. As ordens de dentro dos presídios saem principalmente através das chamadas "visitas íntimas”, que agora os federais querem proibir. Não conseguirão, é claro. Pelas leis brasileiras, é mais importante um preso transar na cadeia do que a vida de um agente penitenciário. Uma vergonha!

 

O FIM DA MAMATA

Pouquíssimo conhecida, já que seu trabalho em favor dos trabalhadores e do Estado raramente é detectado, uma tal de Federação Unitária dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Rondônia, Funspro, lança nota de repúdio contra a reforma trabalhista. O pano de fundo é o mesmo: grita geral pelo fim do peleguíssimo imposto sindical obrigatório. A nota pede que os trabalhadores não votem mais em nenhum dos representantes dos rondonienses, que foram a favor  da nova lei, no Congresso. Mesma conversa fiada, mesma argumentação superada. Mas uma coisa em comum: o protesto porque vai acabar a grana que jorrava do bolso dos trabalhadores para manter entidades como essa. Essas frases, extraídas do texto final, deixam claro qual o problema da Funspro e tantas outras entidades pífias: “ao retirar o financiamento da atividade sindical das federações, confederações e centrais sindicais, que são as que fazem o enfrentamento em Brasília...” Então, a essência do problema é a grana. É bom que se repita que o imposto sindical continuará existindo, mas sem ser obrigatório, para não manter milhares de sindicatos políticos partidário-ideológicos, como hoje. O trabalhador só vai participar do sindicato que escolher e pagar a ele. E se houver trabalho. A moleza acabou, enfim!

 

A NOVA SEDE DA PREFEITURA

Pelo menos uma boa notícia, no contexto de tantas coisas negativas que se têm acompanhado em relação ao que resta da nossa riqueza história: a SPU, Superintendência do Patrimônio Histórico, autorizou a Prefeitura a utilizar, por 20 anos, o Prédio do Relógio, defronte a Estrada de Ferro Madeira Mamoré. A SPU acatou pedido do prefeito Hildon Chaves, que quer restaurar o prédio e transformá-lo em sede da sua administração. Claro que haverá vozes para torcer o nariz para a iniciativa, porque, para alguns poucos, que fazem muito barulho, mas nada produzem de prático, é mais importante o discurso do que a manutenção correta do nosso patrimônio. Hildon Chaves anunciou, quando fez o pedido, que centralizará todas as ações da Prefeitura no prédio do Relógio, quando ele estiver restaurado e pronto para receber toda a estrutura da administração. Certamente o prédio será cuidado, mantido e servirá ao propósito público. Nas próximas duas décadas, a responsabilidade toda será da atual e das futuras administrações. O gabinete do Prefeito, aliás, terá uma janela para a EFMM. Ele quer olhar todos os dias para nosso maior monumento histórico, até vê-lo renovado.  Conseguirá, com tantos burocratas e tantas entidades e instituições no seu pé, jogando contra? Veremos mais adiante...

 

APOIO AOS EX-GORDOS

Os ex-gordinhos estão vibrando. Finalmente, alguém pensou neles! Como não conseguiam emagrecer pelos métodos tradicionais, incluindo os únicos deles que dão certo (fechar a boca e gastar mais calorias do que ingerir), milhares recorreram à cirurgia bariátrica, de redução do estômago. Mesmo correndo o risco de efeitos colaterais sérios, alguns inclusive ainda não oficialmente anunciados, praticamente todos que andavam carregando um peso extra e, em alguns casos, um peso extra, voltaram a emagrecer e, portanto, a se satisfazerem com muito menos comida. Por isso, todos estão querendo erguer uma estátua à vereadora Cristiane Lopes. Ela criou um projeto de lei, aprovado na Câmara de Porto Velho, obrigando os restaurantes que servem rodízio a darem desconto de 50 por cento no preço final a quem, comprovadamente, tiver feito cirurgia bariátrica. Ora, se os pobres coitados comem muito menos, por que pagar mais? Cristiane, com sua ideia inusitada, vai acabar sendo a musa do ex-gordinhos!

 

OS BUROCRATAS NÃO SE ENTENDEM

Enquanto o DNIT alega estar sem verba para resolver o problema e o DER também não entra no assunto, porque ele seria de responsabilidade federal, o ainda incipiente Anel Viário de Porto Velho, que liga a BR-364, na altura do Hospital das Irmãs Marcelinas, até o porto da Capital, tirando os caminhões da área urbana, está um inferno. Os 13 quilômetros da rodovia foram abertos, mas sem pavimentação alguma. É barro terrível no inverno e poeira infernal no verão. No hospital das Marcelinas, onde são feitas cirurgias e inúmeros outros procedimentos, os pacientes estão sofrendo ainda mais, com a poeira que infesta o local. De dia, de noite, sempre. O risco de que a poeira possa atingir também o Hospital do Câncer, que será inaugurado em 1º de agosto, também é grande. Enquanto isso, burocratas de todos os calibres discutem quem deve resolver o problema. O DNIT reconhece que é uma obra federal, mas que só poderia investir se o Anel Viário tivesse até 8 quilômetros. Como tem 13 quilômetros, não pode. É uma coisa inacreditável o que essa burocracia destrutiva e doentia causa à população. Ou seja: os doentes continuarão a comer poeira por longos anos...

 

 

MANIFESTAÇÃO PRÓ-LULA

O convite é da Frente Brasil Popular, se é que alguém sabe exatamente o que é essa organização e como ela funciona. A intenção é levar multidões para as ruas, no entardecer desta quinta-feira. Aqui em Porto Velho, terá mobilização também. Diz o texto do convite: “Ato Político/Cultural. Contra as Reformas Trabalhistas e da Previdência. E contra a perseguição ao Presidente Lula!” A convocação chama para concentração na Praça das Caixas D´Água, a partir das seis da tarde.  Obviamente o chamamento é para todos os rondonienses, mas já se pode antever o quadro: os mesmos de sempre, com bandeiras vermelhas, discursando uns para os outros. Infelizmente para o PT e seus aliados, o povo há muito tempo abandonou o partido. Como, aliás, está abandonando outros também, envolvidos em malfeitos. Vai sobrar muito pouco, certamente, quando se renovarem os quadros da política brasileira no ano que vem. Mesmo assim, a esquerda ainda se tenta se mobilizar. Será que na Capital se conseguirá lotar um ônibus, com os presentes à manifestação?

 

PERGUNTINHA

Você concorda que a sentença do juiz Sérgio Moro, condenando o ex-presidente Lula por corrupção, foi justa ou foi apenas mais uma perseguição política contra uma figura que jamais cometeu qualquer crime, como ele (Lula), repete todos os dias?

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