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HERMINIO - Esclarecimentos necessários

O que teria motivado o presidente da ALE/RO embarcar nessa canoa furada, correndo o risco, inclusive, de comprometer ainda mais a imagem de arauto da moralidade pública, que faz questão de bradar pelos quatro cantos do Estado?

DA REDAÇÃO

9 de Setembro de 2014 às 08:20

HERMINIO - Esclarecimentos necessários

FOTO: (Divulgação)

O presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, José Hermínio Coelho (PSD), tem a obrigação moral de vir a público esclarecer por que pretende contratar uma empresa para transmitir as sessões daquela casa, por mais de R$ 260 mil, quando esse serviço poderia ser feito gratuitamente, através de portais eletrônicos como o youtube, que, segundo especialistas, tem muito mais capacidade de acesso do que a concorrente.

Logo ele, que se tem destacado como crítico ferrenho da administração Confúcio Moura pelo excesso de gastos com eventuais inutilidades. O que teria motivado o presidente da ALE/RO embarcar nessa canoa furada, correndo o risco, inclusive, de comprometer ainda mais a imagem de arauto da moralidade pública, que faz questão de bradar pelos quatro cantos do Estado?

Por mais que pareça óbvia, essa é uma pergunta que não quer calar. Uma coisa é certa: não é por motivo nobre. Nada do que disser o presidente justifica. Pouco importa a motivação do seu ato, se o resultado prático redundará em jogar recursos extraídos dos contribuintes rondonienses na lata do lixo.

Por isso, a sociedade tem o dever de cobrar do presidente da ALE/RO que desista dessa ideia maluca. Afinal, não foi para isso que muitos rondonienses votaram nele, embora a maioria só saiba mesmo é reclamar, pois na hora de sair às ruas e exigir seus direitos, prefere acomodar-se, como diz um trecho da música do cantor e compositor Charlie Brow Jr: “...Deixeviver, deixe ficar, deixe estar como está...”.

Nesta hora de crise moral em que vive o país, com escândalos pipocando de todos os lados, deixando a população atônita e indignada, seria muito bom que o presidente Hermínio colocasse a mão na consciência, pensasse mais nos interesses do povo e menos nos privilégios de grupos, e cancelasse de uma vez por todas essa licitação, pois isso poderá custar-lhe muito caro.

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