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Dia do servidor: nada a comemorar - Por Valdemir Caldas

Hoje, quinta-feira, 28 de outubro, comemora-se o dia do servidor público. A data está assinalada no estatuto da categoria. Infelizmente, no dia consagrado ao servidor, o que realmente há é muita desesperança, frustração, indignação e sofrimento, nos três

DA REDAÇÃO

28 de Outubro de 2010 às 07:40

 

Dia do servidor: nada a comemorar - Por Valdemir Caldas

FOTO: (Divulgação)

Hoje, quinta-feira, 28 de outubro, comemora-se o dia do servidor público. A data está assinalada no estatuto da categoria. Infelizmente, no dia consagrado ao servidor, o que realmente há é muita desesperança, frustração, indignação e sofrimento, nos três níveis de poder.

Particularmente, no âmbito do município de Porto Velho, a maioria dos servidores nunca experimentou tempos tão difíceis. Alguns sofrem mais, porquanto muito menor sua capacidade de resistência, mas, no frigir dos ovos, todos padecem da mesma truculência de um salário miserável, sem qualquer perspectiva de melhora.

O prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), não cumpriu absolutamente nada daquilo que prometeu ao funcionalismo municipal, durante as duas campanhas eleitorais, como, por exemplo, pagar salários decentes e melhorar as condições de trabalho da categoria. Aliás, nem ele, nem seu companheiro Lula, que os diga os servidores federais.

O tão sonhado plano de carreira, cargos e vencimentos, com o qual Sobrinho e muitos néscios que o cercam, acreditaram ser a tábua de salvação para mais de uma década de salários defasados, nem bem completou um ano de vida e já virou peça de museu. Hoje, sabe-se que o papelucho não passou de mais um embuste administrativo para embair a consciência de desavisados.

A sensibilidade, a coerência e o espírito público apregoados pelo prefeito diante das agruras enfrentadas pelos servidores, comprovadamente, não passam dos discursos oficiais.

Impossível, portanto, conviver e aceitar, tacitamente, a situação de extrema penúria pela qual passa a maioria dos que presta serviços à máquina burocrática, com a conivência velada de muitos que deveriam defendê-lo, mas não os faz. Preferem andar de mãos dadas com a autoridade de plantão.

A cada dia, porém, vantagens e benefícios, conquistados à duras penas, vêm desaparecendo dos contracheques, ao arrepio da lei e com o beneplácito de uma casta de comensais palacianos, que só lembra que o servidor público existe em período eleitoral. Depois, passam a adotar a tática do “Mateus, primeiro os meus”.

Não satisfeitos com os salários de fome pagos à categoria, insistem, certos dirigentes, em prorrogar a permanência do servidor no serviço ativo, até quando não mais restar-lhe forças para usufruir o merecido ócio, que, nos dias atuais, virou um pesadelo.

De nada adiantam, portanto, as festinhas, promovidas na data, para tentarem, deliberadamente, amenizar o sofrimento diário enfrentados pelos barnabés e fazê-los esquecer, ainda que por alguns minutos, o salário miserável e a total falta de respeito e consideração que certos dirigentes nutrem pela classe.

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