close
logorovivo2

EXCLUSIVO: TSE ADIA JULGAMENTO DE CASSOL (atualizada)

O julgamento do governador estava marcado para esta terça-feira (17), mas o gabinete do ministro relator Arnaldo Versiani informou que vai adiar para a próxima semana.

DA REDAÇÃO

17 de Novembro de 2009 às 10:14

EXCLUSIVO: TSE ADIA JULGAMENTO DE CASSOL (atualizada)

FOTO: (Divulgação)

Falta de quórum. Esse é o motivo alegado pelo Tribunal Superior Eleitoral para mais um adiamento no julgamento do governador de Rondônia Ivo Cassol. De acordo com a assessoria do ministro relator do processo, Arnaldo Versiani, “os ministros informam antecipamente se poderão comparecer a sessão e alguns não vão estar presentes. Por isso o julgamento já foi marcado para o próximo dia 24”, informou a assessoria.

Este é o terceiro  adiamento do julgamento de Ivo Cassol e do vice-governador João Cahúla no TSE. O primeiro estava marcada para a semana passada, dia 10, mas o relator adiou para hoje (17). No dia 24, próxima terça-feira, a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), Cassol e seu vice poderão ser cassados. O parecer do MPE foi enviado ao TSE em 5 de junho deste ano e cita depoimentos de testemunhas que afirmam que funcionários de uma empresa de vigilância que prestava serviços para o governo de Rondônia teriam sido abordados, durante a campanha, com propostas para votarem em Cassol e em outros três candidatos em troca de R$ 100.

Ainda de acordo com a Justiça, o MPE cita que um inquérito realizado pela Polícia Federal confirmou, por meio da quebra de sigilo dos funcionários da empresa, "centenas de depósitos" de R$ 100 feitos em agências do Banco do Brasil entre a tarde do dia 28 e a manhã do dia 29 de setembro de 2006, uma semana antes do dia das eleições. 

Em novembro de 2008, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia cassou, por compra de votos e abuso de poder, os mandatos de Cassol e Cahulla. A decisão também anulava as eleições de 2006 para o governo do estado e determinava a realização de um novo pleito em dezembro.

No entanto, uma liminar do TSE suspendeu a decisão do TRE.

No fim do mês passado, a Justiça Federal determinou o afastamento de Cassol por 90 dias e de quatro delegados da Polícia Civil do estado. O MP acusou o governador de usar delegados da Polícia Civil para coagir testemunhas e obstruir investigações da PF no processo que responde por suposta compra de votos nas eleições de 2006. Cassol recorreu da decisão.

 

 

MAIS NOTÍCIAS

PRIMEIRA PÁGINA
RONDONIAOVIVO TV
DESTAQUES EMPRESARIAIS
PUBLICAÇÕES LEGAIS
COLUNAS