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Pregando a ouvidos moucos

POR VALDEMIR CALDAS

18 de Março de 2019 às 10:15

Não é de hoje que o Ministério Público de Rondônia, na pessoa do competente Promotor de Justiça, Geraldo Guimarães, vem chamando à atenção de administradores da coisa pública para o inchaço desmedido das folhas de pagamento com a contratação de cargos comissionados, mas, pelo jeito, o MPE/RO tem pregado a ouvidos moucos.

 

Semana passada, o presidente Jair Bolsonaro extingui, de uma só canetada, vinte mil cargos comissionados, funções e gratificações. Enxugou a máquina para torná-la mais eficiente, como ele mesmo disse. Infelizmente, há os que teimam em andar na contramão da história, transformando a máquina burocrática em cabide de emprego, para acomodar parentes e cabos eleitorais, como se o poder público fosse a extensão de seus próprios quintais.

 

Essa gente parece que ainda não se deu conta das graves sequelas que esse tipo de comportamento egoísta representa para o erário, ignorando, consciente ou inconscientemente, que o total rompimento entre receita e despesa poderá desembocar no vertedouro do desespero, tornando a máquina oficial impossível de ser dirigida.

 

Se essas pessoas pensam que o Ministério Público Estadual vai continuar assistindo essa farra com dinheiro do contribuinte de camarote, sem esboçar nenhuma reação, estão completamente enganadas. Logo, o chicote correr-lhes-á nos costados. Depois, não venham reclamar quando as ações de improbidade administrativa começarem a pipocar por todos os lados.

 

Existe um ditado que diz: “Se conselho fosse bom, era vendido e não dado”.  Na direção oposta, há outro ditado que ensina: “Quem não ouve conselho, ouve coitado”. O caminho do tolo é reto aos seus próprios olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio, diz o livro de Provérbios 12:15.

 

Não tenho inclinação para conselheiro, mas aprendi, desde tenra idade, a ouvir e seguir um bom conselho. Por isso, aqui vai um bom conselho a administradores e dirigentes públicos de Rondônia: parem de tufar as folhas de pagamento com cabos eleitorais, inviabilizando, assim, o funcionamento do governo.

 

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Valdemir Caldas

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