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Privatização, já!

POR VALDEMIR CALDAS

27 de Fevereiro de 2019 às 17:53

Houve uma época em que ter acesso a uma linha telefônica era privilégio de poucos. Somente os mais abastados ou quem tivesse um padrinho político influente conseguiam realizar essa façanha. Enquanto algumas pessoas possuíam duas, três, quatro linhas ou mais, a maioria da população não tinha nenhuma. Tinha gente que vivia do aluguel de linhas telefônicas.

 

Lembro-me como se fosse hoje. Quando abriam as inscrições para acesso a linhas telefônicas era um tremendo corre-corre à sede da Empresa Brasileira de Telecomunicação S/A – Embratel – Porto Velho. Mas o calvário estava só começando. Muitos esperavam até dois anos para realizar o sonho. Outros ficavam pelo meio do caminho, vencidos pela burocracia estatal e pela força do pistolão.

 

Veio o governo FHC e, com ele, a quebra do monopólio estatal do setor das telecomunicações, um fato histórico que muitos atribuem à pertinácia do engenheiro Sérgio Roberto Vieira da Mota, então ministro das Comunicações entre 1995 e 1998. Hoje, empresas oferecem linhas telefônicas gratuitamente, sem o cliente precisar pagar nada por isso.

 

Na época, o petismo, que adora viver sob a égide do gigantismo estatal, pelos motivos sobejamente conhecidos da opinião pública, como se o Estado fosse o grande Leviatã, uma espécie de Estado Soberano, com poderes para concentrar e deter tudo, não gostou da ideia, como hoje também acontece quando o assunto é a privatização do setor elétrico. Alguns sentem urticária só de ouvir falar.

 

Já passou da hora desse pessoal deixar de lado o ranço estatal e analisar com responsabilidade as consequências benéficas que a entrega de empresas nacionais para grupos privados traria não somente para a economia nacional, para a própria política do setor, e, principalmente, para a sociedade como um todo. A experiência tem demonstrado, em vários segmentos de atividades, que a presença do Estado atrapalha mais do que ajuda.

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Valdemir Caldas

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