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A extensa lista de material escolar e a corrida por uma vaga

POR VALDEMIR CALDAS

23 de Janeiro de 2019 às 09:16

Sempre que começa o ano letivo, os pais tomam um susto danado com as quilométricas relações de material escolar, a que são obrigados comprar para seus filhos. Algumas escolas pedem uma quantidade exagerada de material, os quais, muitos deles, são completamente desnecessários, uma vez que nem a metade será usada.

 

Quanto mais baixa é a série do aluno, maior é a lista do material. Quem tem filho na pré-escola enche de três ou mais sacolas, e, às vezes, ainda tem que comprar uma coisa ou outra durante o ano, pois está sempre faltando. Quem tem filho estudando em escolar particular tem outro problema: o preço abusivo das mensalidades, que sobe todos os anos. Em alguns casos, sempre acima da inflação.

 

Some-se a isso a falta de vagas nas escolas públicas. Entra ano, sai ano. Entra governo, sai governo, e a cena se repetente: dezenas de pais e mães de alunos passam a noite deitados em rede, bancos e colchonetes, para tentarem conseguir uma maldita senha e, destarte, matricularem seus filhos. Vem do município de Nova Mamoré o descaso do poder público para com a população, principalmente com os segmentos mais carentes da sociedade, como mostra postagem do Mamoré Agora, reproduzida pelo Jornal Eletrônico Rondoniaovivo.

 

Além da péssima qualidade do ensino brasileiro, a população é obrigada a conviver com a exploração, um mal que cabe às autoridades coibir com rigor. O poder público, que tanto se tem esforçado para introduzir o capitalismo brasileiro em caminhos mais claros e iluminados pela liberdade de escolha, não pode deixar campear a exploração nesse setor estratégico da vida nacional. Em vez disso, precisa agir!

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