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Uma nova Polícia

POR VALDEMIR CALDAS

16 de Janeiro de 2019 às 09:38

Se a memória não me trai, ouvi, durante a campanha eleitoral, o então candidato e, hoje, governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, falar na formação de uma nova Polícia Militar. Não me recordo, porém, de tê-lo escutado em que bases seriam assentadas essa nova instituição.

 

Atrevo-me, porém, a apresentar ao comandante-em-chefe do Estado de Rondônia ideias que julgo deveriam compor o mosaico de suas preocupações, caso pretenda executar essa empreitada.  Escrevo, evidentemente, não como especialista na matéria, ou alguém que tem o condão de influenciar alguma coisa, mas como um cidadão que acompanha, atentamente, o dia a dia da sua cidade, da sua gente, e quer o melhor para ambos.

 

Como primeira providência, que tal começar pela humanização da instituição, aproximando-a cada vez mais da população?  O cidadão, o trabalhador, o homem de bem, cumpridor de suas obrigações, não precisa ter medo da Polícia. Pelo contrário, precisa respeitar, confiar nela, sentir-se seguro e protegido com a sua presença.  Quem precisa temer a Polícia são os vivem na marginalidade.

 

A valorização profissional é outro ponto importante. Difícil esperar um bom serviço de um servidor mal pago, pois o reconhecimento de um servidor começa, indiscutivelmente, pelo pagamento de um salário decente. Somem-se a isso condições dignas de trabalho. Ainda nesse contexto, vale destacar que os dirigentes da instituição precisam dar o exemplo para os comandados. Como exigir de um subalterno, retidão, boa conduta e zelo, em suas funções, se quem deveria mostrar-lhe o caminho é o primeiro a cair em desgraça.  

 

Em Estados como Rio de Janeiro e São Paulo, a Polícia Militar inverteu a sua função, tornando-se, assim, uma instituição desacreditada e malvista. Logicamente que essa regra não se aplica à Polícia Militar de Rondônia. Pelo contrário.  A Polícia rondoniense é motivo de orgulho para muita gente.

 

Levantamento feito pelo Instituto Datafolha, em 2015, atesta que temos aqui a Policia menos corrupta do país, disputando o troféu com Acre e Roraima, com apenas 0,19% de algum tipo de denúncia, o que, repita-se, é motivo de orgulho para todos nós.

 

Não vou tentar explicar a situação pela qual passam as corporações dos estados acima mencionados, dentre outras espalhadas pelo Brasil afora. Deixo essa tarefa para os entendidos no assunto. Como cidadão, se ouvi bem, espero pelo novo modelo de Polícia Militar. E torço para que tudo dê certo.

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Valdemir Caldas

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