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Protestos só nas redes sociais e com textos eivados de erros de português. Nas ruas, só festa com a banda...

POR SÉRGIO PIRES

18 de Fevereiro de 2019 às 08:12

A Banda do Vai Quem Quer sai nas ruas dia 2 de março. Vai arrastar não menos do que 100 mil pessoas. É festa pura. É carnaval popular de qualidade. É um evento que marca a vida de Porto Velho. Festa atrai mesmo multidões. Mas quando a coisa é séria, é para protestar, é para reivindicar, é para dar demonstração de cidadania, aí aparece pouco mais de meia dúzia de gatos pingados. Foi o que aconteceu na sexta-feira, em Porto Velho. Apesar dos apelos de dezenas de entidades, empresários e sindicatos, de lideranças políticas (aliás, político abundou no protesto), não se pode dizer que havia mais de duas centenas e meia de pessoas no evento. Muitos líderes, muitos políticos e pouquíssimo povo. É com essa posição de ficar sentado na cadeira, esperando que as coisas aconteçam e com o espírito de amor por pão e circo, que quem decide sobre nossas vidas faz o que faz. Sabendo que vai ficar por isso mesmo. É com esse lava mãos da sociedade, que prefere dar opiniões fajutas e infantis a fazer protestos reais, muitas vezes vociferando com textos recheados de erros de Português nas redes sociais, que contam os criminosos como os de Bromadinho e do Centro de Treinamento do Flamengo. É com essa omissão de cidadania que contaram o governo federal e a Aneel, um quando vendeu a Ceron por migalhas, sabendo que teríamos que pagar a conta; a outra por ter autorizado um aumento pornográfico na conta de energia, imposta aos consumidores.

 

A verdade é que mais de 600 mil consumidores de energia elétrica do Estado foram prejudicados. Se ao menos dez por cento fossem para a rua, em toda a Rondônia, as autoridades saberiam da revolta da população. Mas, é claro, a mobilização, a conversa, as ofensas aos órgãos públicos e às autoridades, ficaram apenas nas redes sociais. Afora alguns poucos que realmente estão preocupados com a situação dos pobres rondonienses, pagando contas de energia absurdas e, afora outra meia dúzia de políticos, de olho nos votos das vítimas da Aneel, não há mobilização real contra o que nos está sendo imposto. Nessa próxima semana, a bancada federal se une a algumas autoridades para protestarem, junto ao Ministério das Minas e Energia e à Aneel, tentando uma solução política para a crise. Porque se depender do rondoniense comum, assaltado nas suas contas de energia, nada vai acontecer, a não ser o xingamentos de longe. Ir para a rua? Ah, só quando a Banda do Vai Quem Quer sair, com toda a sua energia gratuita.

 

 

O ADEUS DA ALEGRIA E DO HUMOR

 

Quem chegou em Rondônia nos anos 80 e 90, principalmente, mas também parte dos anos 2000, jamais se esquece da alegria, do humor, do alto astral, da criatividade, dos bordões criativos de Jaelson Vicente, o Xoradin. Mais que um radialista e um apresentador de programas, esse paraibano era um humorista nato. Sucesso no rádio e na TV, ele chegou, em algum momento, a ser um dos personagens mais procurados para comerciais. Além de um talento, Xoradin era uma pessoa interessante, cercado sempre de amigos, cheio de constante alegria. Era também um publicitário de mão cheia. Há cerca de 10 anos, teve um derrame devastador. Depois, nos anos seguintes, teve outros, menores, mas não menos perigosos. Não conseguia mais falar, andava com grande dificuldade, não podia escrever. Protegido por sua esposa e pela família, recebeu como homenagem de Porto Velho, através de uma campanha liderada por seu grande amigo Everton Leoni, da SICTV/Record, uma casa própria, onde morreu na sexta, exatamente no dia dos seus 58 anos. Xoradin parou de sofrer. Nós ficamos sofrendo, sem ele!

 

 

DNIT: UM TERÇO DO ORÇAMENTO

 

O Dnit projetou obras de manutenção e reforma das rodovias federais em Rondônia, para 2019, na ordem de 270 milhões de reais, aproximadamente. A superintendência regional do órgão preparou todos os projetos, com criatividade, competência, dedicação. Deixou tudo alinhavado, esperando apenas a liberação dos recursos. Quando foi anunciado o orçamento para este ano, decepção total: o valor liberado chega a pouco mais de 98 milhões de reais. Ou seja, vão faltar 180 milhões de reais para realizar apenas as obras de prevenção, manutenção e reformas das estradas. Ora, como gerir com eficiência um órgão federal cujo orçamento fica um pouco mais de um terço das necessidades mais prementes? É bom que a gente se prepare, porque o 2019 será extremamente difícil para grande parte de  nossas rodovias, que ficarão sem manutenção e reformas. A menos que, é claro, nossa bancada federal consiga o milagre de convencer o governo Bolsonaro de que os investimentos em Rondônia são prioridade e que o orçamento deve triplicar. Mas só no milagre, mesmo!

 

 

“ALGUM POLICIAL DEVIA TER MORRIDO!”

 

É importante que alguém diga a alguns apresentadores dos programas jornalísticos da Globo, principalmente da Globo News, que num confronto armado entre polícia e bandidos, se morrem bandidos, não necessariamente são obrigados a morrerem policiais. É impressionante o desespero de pelo menos uma das jornalistas que, ao comentar o assunto, praticamente exige que algum policial morra, num confronto com bandidos, porque senão, segundo ela, “algo está errado”. Tudo por causa de um tiroteio envolvendo inúmeros bandidos contra guarnições da PM carioca, numa faveça, em que, mesmo usando fuzis e armamento pesados, 15 deles foram mortos e nenhum policial pereceu. O pessoal da Globo alega que, num confronto onde os dois lados atiram, morre gente daqui e dali, sugerindo que os policiais executaram os bandidos. A emissora correu atrás da mãe de dois dos traficantes mortos, para que ela denunciasse a “violência policial”. Não contavam que no meio da conversa, a pobre mulher dissesse que os filhos eram bandidos mesmo, que estavam armados e que atiravam na polícia. Só sublinhou que eles deveriam ter sido presos, não  mortos. Parece brincadeira, mas eles dizem que fazem jornalismo.

 

 

DANIEL ENTRA NA LISTA

 

Hildon Chaves, Léo Moraes, Vinicius Miguel, Aluízio Vidal, Pimenta de Rondônia e agora mais uma opção está surgindo. O ex governador Daniel Pereira também estaria de olho na disputa pela Prefeitura de Porto Velho, aqui a dois anos. Daniel, vice de Confúcio Moura e governador por sete meses, recém assumiu o comando do Sebrae no Estado. Ele ainda não fala oficialmente sobre o assunto, mas é visível  que um ser político como ele não consegue ficar afastado das urnas por muito tempo. Por enquanto, muito longe ainda da disputa, é provável que surjam novos nomes, incluindo alguém do PSL de Jair Bolsonaro e Marcos Rocha, que, obviamente, dependerá de bons resultados tanto em nível federal quanto estadual, para ter alguma chance. Nesse exercício de futurologia, o nome do partido, hoje, seria o do deputado federal Coronel Chrisóstomo, eleito com boa votação na Capital ou o deputado estadual Eyder Brasil. Tudo muito cedo ainda, mas é certo que a eleição municipal de 2020 já está no radar dos políticos.  Tanto os com como os sem mandato!

 

 

QUAIS OS RUMOS DA CAERD?

 

É uma pena que a Caerd não tenha sido gerida, há anos,  como está sendo agora. Com sua nova estrutura, comandada por gente séria e que dá duro, a empresa de economia mista aumentou seu faturamento em mais de 1 milhão e 500 mil reais/mês e, ainda, extremamente enxuta, sem aquele cabide de apaniguados políticos que ajudaram a destruí-la. Todos os pagamentos dos servidores que estavam atrasados durante meses, foram colocados rigorosamente em dia. Os fornecedores também são brindados com o que têm para receber. Mas, então, por que a Caerd não têm futuro, como empresa pública? Claro que é por causa do seu passado de más gestões e uso indevido por uma sucessão de políticos e de governos e, também, por uma gestão compartilhada, no passado, que nunca deu certo. Com 1 bilhão de reais em dívidas com a Fazenda Nacional e mais 600 milhões em dívidas com a Eletrobras, a Caerd tende a ser privatizada ou a quebrar, definitivamente. A dívida com a Eletrobras ainda é possível pagar, numa permuta com que a empresa federal deve à Caerd. Mas o 1 bi, esse não tem jeito. Tomara que o atual governo de Marcos Rocha encontre o melhor caminho para a Caerd. A atual diretoria prova que ela é viável, se bem gerida.

 

 

O ANO LEGISLATIVO COMEÇA NA TERÇA

 

A terça-feira, dia 19, marca a abertura do ano legislativo. A Assembleia volta às suas atividades normais, no primeiro ano dos quatro do novo parlamento. Sob a presidência de Laerte Gomes (PSDB), os 13 parlamentares reeleitos e os onze que estreiam como deputados, começam uma nova caminhada no Poder responsável pelas leis e pela fiscalização do governo, entre outras atividades. O governador Marcos Rocha estará presente e lerá sua mensagem de abertura, como é tradição na Casa. O presidente do  Tribunal de Justiça, desembargador Walter Waltenberg e várias outras autoridades de todos os poderes e instituições do Estado estarão também presentes. Um novo governo, uma nova Assembleia Legislativa. Ambos os lados dizem que o relacionamento será dos melhores, já que a grande preocupação, será sempre os interesses maiores do rondoniense. A terça à tarde também abre oficialmente a nova legislatura, no prédio recém inaugurado da Assembleia, onde até agora houve apenas uma reunião dos deputados, a ultima sob o comando do então presidente Maurão de Carvalho. Agora, o poder está nas mãos de Laerte Gomes.

 

 

ATENÇÃO CONTRA O RISCO DE CHEIA

 

Há risco de uma nova enchente em Porto Velho. Não tão grande como a de 2014, mas pelo menos algumas áreas da cidade poderão ser inundadas, principalmente as mais próximas ao rio Madeira. A Prefeitura da Capital está atuando,  com a Defesa Civil, para retirar famílias desabrigadas . O Governo do Estado também está agindo. Nesse sábado, o governador Marcos Rocha participou pessoalmente de reuniões da Defesa Civil (do Estado e da Prefeitura) e do Corpo de Bombeiros. Ele disse que, através de varias ações, a cota das águas está sendo monitorada constantemente. Secretaria de Segurança, Secretaria de Ação Social e o comando da Casa Militar estão envolvidas na estrutura de prevenção e eventuais ações necessárias para proteger famílias atingidas. As pesadas chuvas em Rondônia não influem no subida do rio Madeira, mas sim as chuvas em rios da Bolívia. Governo e Prefeitura estão de olho, preocupados com o que pode vir por aí.

 

 

PERGUNTINHA

 

O que você achou da incrível declaração do ministro Celso de Mello sobre a questão de gênero, que disse que “ninguém nasce mulher; torna-se mulher”?

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Sérgio Pires

Colaborador do Gentedeopinião: Sérgio Pires, experiente jornalista e que atua na SIC TV e diariamente apresenta o "PAPO DE REDAÇÃO" na rádio Parecis FM.

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