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Chave reserva deixada no painel facilita furto de carros

De posse da chave eletrônica, os carros são levados para Guajará-Mirim, para serem cruzados para a Bolívia em troca de drogas, ou voltam a circular na cidade com placas clonadas

SECOM - GOVERNO DE RONDÔNIA

4 de Janeiro de 2018 às 14:18

Chave reserva deixada no painel facilita furto de carros

FOTO: (Secom - Governo de Rondônia)

Uma avaliação feita pelo delegado Alessandro Morey, da Delegacia Especializada em Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores – DERFRVA de Porto Velho, revela que com alguns cuidados básicos, o volume de ocorrências destas modalidades pode cair. No caso dos furtos, muitos motoristas deixam a chave reserva dentro do carro. “Isto não pode acontecer”, recomenda o policial.

 

Após assumir a delegacia especializada, há dois anos, o delegado observou o alto índice de furtos de veículos e quis saber mais sobre os casos em que os carros eram levados apesar das travas eletrônicas, que são uma importante item de segurança instalado pelo fabricante.

 

A pesquisa do policial incluiu visita a concessionárias e entrevistas com vítimas e suspeitos acusados de furtos. “Vários motoristas admitiram que deixavam a chave reserva dentro do painel”, disse Alessandro Morey.

 

Dos autores dos furtos, o delegado ouviu versões que confirmam a necessidade de mais cuidados da parte dos motoristas.

 

De posse da chave eletrônica, os carros são levados para Guajará-Mirim, para serem cruzados para a Bolívia em troca de drogas, ou voltam a circular na cidade com placas clonadas. Neste caso, a recuperação só ocorre quando o veículo for parado numa blitz para a conferência do número do chassis.

 

TRAVA

 

Outra modalidade de furto que ganha força na cidade utiliza um sistema que impede o travamento eletrônico do carro. Com um equipamento conhecido popularmente como “chapolim”, os ladrões atuam contra motoristas que não observam se o sistema de segurança do veículo foi acionado corretamente. Muitas pessoas apertam o controle, viram as costas e vão embora sem garantir que as portas estão realmente travadas.

 

O próprio delegado Alessandro Morey foi alvo de um homem que usava um “chapolim”. E conseguiu prender o suspeito. “O correto é ter certeza de que a trava de segurança está acionada. Se não conseguir fechar o carro, o melhor é permanecer nas proximidades ou sair dali com o veículo”, ensina o delegado.

 

Só em 2017, 880 veículos foram recuperados pela DERFRVA. Neste número estão incluídas as motocicletas.

 

A delegacia conseguiu o feito de zerar os furtos e roubos de caminhonetes entre setembro e outubro. A conquista se deu pelo fato de terem sido presos membros de uma organização que planejava, apoiava e dava destinação final ao fruto dos crimes. “Desmontamos a estrutura deles”, diz o delegado.

 

As operações da delegacia também resultaram na apreensão de 142 quilos de cocaína.

 

Segundo Alessandro Morey, merecem destaque “os esforços dos incansáveis de policiais militares e rodoviários federais”.

 

A capital já chegou a ter até 10 motocicletas roubadas por dia, mas o número caiu bastante, principalmente nas regiões do centro, zonas leste e sul. A região onde está o principal shopping center da cidade é uma das mais visadas pelos criminosos, por isto, o delegado recomenda cuidados especiais.

 

RECOMENDAÇÕES

 

E aos proprietários de veículos, a delegacia dispõe de 10 recomendações básicas, que são as seguintes:

 

1 – Nunca deixar chave reserva no interior do porta-luvas do veículo;

 

2 – Sempre conferir o fechamento das portas depois de acionado o dispositivo de alarme e travamento;

 

3 – Nunca permanecer no interior do veículo depois de estacionado, seja em supermercados ou em shoppings center, manuseando aparelho celular ou namorando, por exemplo;

 

4 – Prestar atenção no movimento da rua, antes de chegar ao destino final, seja em residência ou trabalho;

 

5 – Nunca deixar objetos, de valor ou não, de forma aparente no interior do veículo;

 

6 – Nunca deixar a chave na ignição de motocicletas e se ausentar do local;

 

7 – Nunca assinar o DUT ou entregar o veículo, em casos de compra e venda, sem antes verificar o real pagamento em conta bancária. Isto evita fraudes, principalmente, nas vésperas de feriados e finais de semana;

 

8 – Na existência de estacionamento privativo, nunca deixar o veículo em via pública, principalmente em “shows” e no entorno de “shoppings”;

 

9 – Não colar adesivos que exponham informações pessoais;

 

10 – Utilizar, sempre que possível, equipamentos de segurança, como bloqueadores, rastreadores e localizadores.

*Aos leitores, ler com atenção*

Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.

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