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CASO ABLA – Delegado esclarece prisão de viúvo de designer morta

Segundo o delegado Fábio Campos, salvo surja algum fato novo, não há mais dúvida por parte da polícia acerca da autoria do homicídio.

DA REDAÇÃO

3 de Junho de 2013 às 12:02

CASO ABLA – Delegado esclarece prisão de viúvo de designer morta

FOTO: (Divulgação)

Segundo o delegado Fábio Campos, salvo surja algum fato novo, não há mais dúvida por parte da polícia acerca da autoria do homicídio.

A designer Abla Rahal
Em entrevista coletiva concedida há poucos instantes, Campos detalhou as circunstâncias que o levaram a pedir a prisão preventiva de Fabiano Cesar Vergutz, que aconteceu nesta manhã de segunda-feira, na empresa em que o caminhoneiro trabalha. Ele é acusado de matar a esposa Abla Rahal.

De acordo com o delegado, são vários os indícios que ele não está falando a verdade quando alega inocência. Os principais pontos são as contradições que Fabiano cometeu entre o primeiro contato com a polícia e o depoimento oficial logo após o ocorrido; o fato dele ter atrasado em várias horas viagem que faria no dia do crime; a corda usada para enforcar a vítima ser igual as que usa em seu caminhão; as circunstâncias em que o crime ocorreu; mensagens trocadas entre ele e Abla por celular e em redes sociais; e depoimento de testemunhas.

Detalhando pela ordem acima, as evidências que a polícia levantou são as seguintes:

Fabiano alegou primeiro que, após ter dormido na boléia de seu caminhão na noite anterior ao descobrimento do cadáver de Abla, ele teria entrado em casa e visto a esposa dormindo no quarto do casal. Em seguida, escovou os dentes e partiu de viagem. Estas afirmações foram feitas aos policiais militares que atenderam a ocorrência logo que o corpo da vítima foi achado. No entanto, em depoimento oficial dado horas depois na delegacia de polícia, ele apresentou outra versão, dizendo que ao acordar partiu sem entrar na própria casa onde morava. Fabiano teria passado a noite em seu caminhão, pois na véspera tinha brigado com Abla.

Seguindo, ele não saiu de viagem logo em seguida como alegado. A polícia descobriu que, na verdade ele foi fazer manutenção no caminhão e depois ficou cerca de meia hora parado no pátio de um posto de combustíveis sem que nada pudesse justificar a atitude. Neste ínterim ele ligou quatro vezes para o telefone da residência, usando dois celulares emprestados. Segundo o suspeito, ele não queria sair da cidade "de mal" com a esposa. No entanto, Fabiano não consegue explicar porque não foi pessoalmente para casa antes de viajar ou o motivo pelo qual utilizou telefones de outras pessoas.

O detalhe da corda também é importante. Além do artefato ser igual as outras cordas encontradas no caminhão do suspeito, a vítima foi pendurada no quintal da residência através de dois nós complicados, um na ponta presa ao corpo e o outro dado na viga que sustentou a forca improvisada. Segundo o delegado, os nós são intrincados e indicam que a pessoa que os fez tem conhecimento profissional acerca do uso de cordas, sendo muito difícil que a autoria tenha sido de um leigo. A habilidade é compatível com a profissão de Fabiano. Sobre o fato da corda ser similar a que ele tinha no caminhão, o acusado afirma que ele mesmo tinha deixado o artefato no quintal, dias antes do crime, pois a tinha usado para amarrar um fogão.

O indício seguinte é o fato da casa ser totalmente murada, com portão de ferro e ter dois cães de guarda à solta no quintal. Somado a isso, o próprio Fabiano dormia no caminhão em frente a residência. A polícia não acredita que, com tudo isso somado, seria possível que um estranho entrasse na casa para cometer o crime.

Delegado Fábio Campos explica o caso e a prisão.


Prosseguindo, após quebra de sigilo telefônico e em redes sociais da vítima, foram descobertas várias mensagens "estranhas" entre o casal, algumas até em tom ameaçador, partindo do acusado. A medida foi tomada a pedido dos advogados de Fabiano, que alegavam que Abla vinha sofrendo ameaças de terceiros, fato que não ficou comprovado.

Finalizando, vários depoimentos sustentam a tese do delegado Fábio Campos, inclusive um colhido na capital, de onde o casal mudou-se há pouco tempo para Vilhena. A pessoa ouvida garante que o acusado agrediu fisicamente a esposa no final do ano passado. Há mais elementos que ajudam a firmar a acusação, mas segundo Campos o inquérito está praticamente concluído, e será enviado em no máximo dez dias para o Ministério Público.

Quanto ao suspeito, ele foi levado para fazer exames no IML e será recolhido a Casa de Detenção aguardando o que a Justiça decidirá acerca de seu destino.

O delegado Fábio encerrou a coletiva elogiando a ação dos peritos criminais e policiais, que trabalharam com um caso muito intrincado, onde a cena do crime foi forjada para que parecesse suicídio. "A investigação teve que ser levada com muito zelo e minúcia, mas a polícia trabalhou de forma eficaz para solucionar o crime", encerrou.

*Aos leitores, ler com atenção*

Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.

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