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EDUCAÇÃO: Ministro do STF é surpreendido em sala de aula por aluno indignado com as regalias

O aluno ressaltou ao ministro, que na faculdade não estudam apenas filhos de juízes, estudam também, como ele, filhos de empregadas e porteiros.

TOPBUZZ

15 de Agosto de 2018 às 17:37

EDUCAÇÃO: Ministro do STF é surpreendido em sala de aula por aluno indignado com as regalias

FOTO: (Divulgação)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, acabou sendo surpreendido em sala de aula após um aluno pedir a palavra. O jovem criticou duramente os benefícios que os juízes recebem e comparou com a situação precária que existe na Casa do Estudante, alojamento da USP, onde se encontram alunos pobres e que vivem passando necessidades. O aluno ressaltou ao ministro, que na faculdade não estudam apenas filhos de juízes, estudam também, como ele, filhos de empregadas e porteiros.

 

Lewandowski ficou em silêncio e esperou o aluno desabafar. O jovem sugeriu que o ministro desse o seu auxílio-moradia para as reformas no prédio do alojamento. Ele também incentivou o magistrado a convencer seus colegas de tribunal a darem todos os seus auxílios-moradias em prol de melhores estruturas para esses alunos que vivem nos alojamentos.

 

Com grande revolta, o jovem comentou que um mês do auxílio-moradia, no caso R$ 4.377, já seria o suficiente para custear os estudos de dez alunos pobres.

 

Fala do ministro

 

Lewandowski comentou ao estudante que não recebe auxílio-moradia. Ele detalhou o seu salário, que segundo o magistrado, anda defasado. Ele recebe um salário de cerca de R$ 33 mil, porém, votou a favor de um reajuste que, se for aceito no Congresso Nacional, passaria o seu salário e dos outros ministros para R$ 39 mil. Além disso, relatou que recebe algumas compensações pelas viagens realizadas.

 

Presidente da Corte

 

Cármen Lúcia se mostrou contra esse reajuste e criticou a decisão da Corte de aprovar esse aumento. Ela chegou a causar revolta nos colegas de tribunal que não gostaram de suas manifestações. Porém, a ministra afirmou que o Brasil vive numa grande crise e que todos devem sacrificar um pouco para que o país possa melhorar. Ela ressaltou o desemprego que assola a vida de muitas pessoas.

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