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CHACINA URSO BRANCO - Apenado confessa ter matado 12 em rebelião

CHACINA URSO BRANCO - Apenado confessa ter matado 12 em rebelião

DA REDAÇÃO

23 de Agosto de 2013 às 17:39

CHACINA URSO BRANCO - Apenado confessa ter matado 12 em rebelião

FOTO: (Divulgação)

Após as leituras da peças as testemunhas foram chamadas para serem ouvidas na terceira sessão do júri das mortes ocorridas na Rebelião de 2004 no Presídio Urso Branco. O diretor do presídio novamente foi convocado, assim como mais dois presos. Além do juiz, promotores, defensores e até os jurados fizeram questionamentos, sobretudo sobre o clima da cadeia ao longo da rebelião. Também vieram à tona nos depoimentos detalhes sobre o chamado "tampão" (cela usada para os presos que cometiam infrações) e o "seguro" (local reservado para presos ameaçados). Outro tópico mencionado tanto pela defesa quanto pela acusação foi com relação à prática de tortura dentro do presídio, o que teria provocado o clima de insatisfação entre os presos e, consequentemente, a rebelião.
Logo após as testemunhas, foram ouvidos os réus. O primeiro deles, Francisco Xavier Pinheiro, o Chicão, confessou ter matado uma das 12 vítimas da rebelião, o preso Sidney Guimarães da Silva, o Neysinho. Segundo contou durante o depoimento, o crime ocorreu dentro de uma das celas, com a ajuda de mais dois presos, Ronaldo de Jesus Xavier, o Bebezão e o Lucivaldo Guedes de Oliveira, o Diodió. "O Bebezão segurou e eu e o Diodió demos os golpes com chuchos", admitiu. O juiz Ênio Salvador Vaz fez registrar nos autos que tanto o Bebezão quanto Diodió estão mortos.
Já Genival Batista de Oliveira, o Jojoba e Jair Rocha de Matos Souza, o Gaguinho, negaram ter participado das mortes, porém este último admitiu ter carregado a cabeça de uma das vítimas para mostrar em uma janela, contudo alegou que cometeu tal ato porque foi obrigado pelo Bebezão, apontado pelo acusado como o maior líder da rebelião. "Eu estava pra ser solto, pra que eu ia matar alguém dentro do presídio?", disse o acusado, que recebeu seu alvará de soltura no terceiro dia da rebelião.

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