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Ex-deputado é absolvido da acusação de crimes sexuais contra paciente

Alexandre Brito é absolvido da acusação de crimes sexuais contra paciente

DA REDAÇÃO

8 de Agosto de 2011 às 08:48

Ex-deputado é absolvido da acusação de crimes sexuais contra paciente

FOTO: (Divulgação)

O médico Alexandre Brito, ex-deputado estadual, foi absolvido da acusação de se aproveitar sexualmente de uma paciente no hospital da Ameron, do grupo familiar do ex-parlamentar, internada a fim de se submeter a uma endoscopia.

Segundo o juiz Franklin Vieira dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Porto Velho, toda a prova de acusação está exclusivamente calcada nas palavras da vítima, que afirma ter sido indevidamente tocada e obrigada a ver o acusado masturbar-se.

“O livre acesso e a constante passagem de outras pessoas no ambiente onde a vítima diz ter sido agredida afasta a CONCLUSÃO de que o crime aconteceu em lugar ermo, isolado, onde normalmente se protegem os criminosos desta modalidade delituosa e cujo contexto permite-se supervalorização das palavras da vítima”, anotou o magistrado.

Para o juiz, “não se formou prova segura, mas veio informação que permite concluir pela possibilidade de a vítima ter suportado alguma alteração na sua consciência em virtude do medicamento ministrado. Os documentos encaminhados pelo laboratório responsável pela fabricação informam não terem notícias da existência de alucinações sexuais”.

O magistrado acrescentou na sentença: “Reforço. Não ficou comprovado que a vítima teria suportado delírio ou outra modalidade de alienação. Todavia, existe a possibilidade de tal fato ter acontecido, o que coloca ainda mais em dúvida a efetiva existência do fato denunciado. Por último, é importante reconhecer que a experiência permite concluir que essa modalidade de crime não acontece uma vez única. Normalmente, esse tipo de criminoso tem desvio de personalidade e a prática não se resume a apenas uma atuação”.

Exemplo desta constatação, segundo o magistrado, é o caso do médico Roger Abdelmassih, que recentemente veio a conhecimento público, sendo acusado de crimes sexuais contra pacientes e foi condenado a 278 anos de prisão.

O juiz Franklin justificou a absolvição de Alexandre Brito com a seguinte fundamentação: “No caso dos autos, não veio a conhecimento qualquer outra informação desta modalidade de ilícito. De qualquer forma, diante de tudo o que foi analisado, é forçoso concluir que existe a possibilidade de o crime ter sido praticado. Todavia, as provas apresentadas em juízo não formaram um conjunto seguro para justificar uma condenação. Portanto, ante a ausência de prova contundente de que  o fato tenha sido praticado pelo acusado, sua absolvição, com base no princípio de em dúvida julga-se a favor do réu, é medida imperativa”.

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