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6 ANOS: Jovem que matou agricultor com facada no pescoço vai cumprir pena no semiaberto

João Carlos Velasco Alves, que confessou assassinato, está preso desde dezembro do ano passado

FOLHA DO SUL ONLINE

20 de Novembro de 2019 às 09:08

6 ANOS: Jovem que matou agricultor com facada no pescoço vai cumprir pena no semiaberto

FOTO: (Divulgação)

Terminou próximo do meio dia de terça-feira, 19, o julgamento de João Carlos Velasco Alves, de 21 anos, que no dia 18 de dezembro do ano passado, assassinou com um golpe de faca no pescoço, o agricultor João Cardoso, de 59 anos. O crime aconteceu na área rural de Vilhena (RO). 
 

João Carlos se apresentou à polícia dois dias após o crime e confessou o assassinato. Em seu depoimento, ele afirmou ao delegado que havia ido até a propriedade de João Cardoso, que fica próximo ao Balneário do Carlito, para cobrar uma dívida trabalhista que a vítima teria com ele.
 

Ainda de acordo o depoimento do homicida confesso, a vítima o teria atacado com uma faca e ele, para se defender, usou também de uma faca,  desferindo um golpe no pescoço do agricultor. que morreu no local.
 

Ainda no mês de dezembro do ano passado a justiça expediu mandato de prisão, que foi cumprido, e desde então João Carlos está preso sob a acusação de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A qualificadora de motivo torpe seria por outra versão do motivo do crime.
 

Segundo os autos, três dias antes do crime, João Carlos pegou, sem autorização ou conhecimento, o veículo de um amigo do seu tio com quem ele morava. O rapaz acabou se envolvendo em um acidente que causou danos consideráveis ao veículo.
 

Nesta versão, João Carlos teria assassinado o agricultor por vingança, já que a vítima teria dito ao dono do carro que havia visto João Carlos saindo com o veículo.
 

Nos debates entre as partes, o Promotor de Justiça Elício de Almeida e Silva pediu aos jurados o não reconhecimento da qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, mas pediu o reconhecimento do motivo torpe. Já o Defensor Público Matheus Lichy, além de reforçar o pedido do MP pelo não reconhecimento do recurso que dificultou a defesa da vítima, também pediu a exclusão da qualificadora de motivo torpe. Lichy argumentou que João Carlos não agiu por vingança. “Só estava ele em casa, então o dono do carro sabia que havia sido ele quem saiu com o veículo; se a vítima contou que viu João Carlos saindo com o carro, ela apenas informou o que o dono do veículo já sabia. Então o réu não tinha motivo para vingança, o que derruba a qualificadora de motivo torpe”, pontuou. 

 

Por fim, os jurados excluíram as duas qualificadoras e condenaram o réu por homicídio simples, para o qual a Juíza Liliane Pegoraro Bilharva, que presidiu a sessão de julgamento Tribunal do Júri, dosou a pena de João Carlos em 6 anos de prisão. O cumprimento da pena será no regime semiaberto.
 

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