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DENÚNCIAS: Infestação de pombos causa problemas ambientais e vira caso de polícia

Marceneiro não sabe o que fazer com fezes das aves

FOLHA DO SUL ONLINE

24 de Agosto de 2019 às 09:59

DENÚNCIAS: Infestação de pombos causa problemas ambientais e vira caso de polícia

FOTO: (Divulgação)

O grande número de pombos tem causado transtornos e colocado em risco a saúde das pessoas em diversos pontos de Vilhena. Nesta semana, o dono de uma marcenaria no Setor 19 registrou na UNISP um comunicado de dano ambiental. Segundo consta no Boletim de Ocorrência, o marceneiro retirou cerca de 1 metro cúbico de fezes das aves que infestavam o imóvel.



O FOLHA DO SUL ONLINE conversou com o denunciante, Pedro Alves do Prado. Segundo o empresário, ele adquiriu o imóvel em janeiro deste ano  e, desde então, vem tentando se livrar das aves. Em uma destas tentativas, ele trocou toda a cobertura do prédio. “Tiramos 87 carriolas de fezes do telhado”, revelou. A nova cobertura, de acordo com Prado, é lacrada, não permitido às aves acesso ao interior do telhado.



No entanto, com a perda do local onde pernoitavam, as aves têm migrado para os imóveis próximos. “Alguns vizinhos até já reclamaram comigo por causa disso”, disse.  



Sem saber como proceder em relação às fezes retiradas, que estão amontoadas em um canto do imóvel, Prado procurou auxílio em alguns órgãos, como IBAMA, SEDAM, Ministério Público e Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMMA. 



A reportagem não conseguiu contato com IBAMA, SEDAM e nem com o MP. A Secretária Municipal de Meio Ambiental Marcela Almeida, confirmou, via Assessoria de Comunicação da Prefeitura, que Prado procurou o órgão e lhe foi explicado que: “A administração pública não pode acessar ambiente particular para fazer o controle de praga, neste caso, pombos”, disse.



A secretária revelou ainda que uma reunião provocada pelo Ministério Público e que reuniu SEMMA, Vigilância Sanitária e o Setor de Endemias tratou do tema. “Após a reunião, foi laborado um plano de ação, que foi entregue ao MP, que prevê fiscalização pela Vigilância Sanitária seguindo um termo de referência da SEMMA. Cada empresa e cada pessoa física vai ter que cuidar do seu espaço, não tem como a prefeitura cuidar de tudo”, pontuou.



No final da sua fala, a secretária se comprometeu a analisar qual destinação pode ser dada às fazes recolhidas por Prado. 

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