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VÍDEO: Acusado de ser mandante de roubo pede saída da cadeia para terminar TCC

Em vídeo, Deyvid, que tem passagem pela polícia em Vilhena nega participação no crime

CORREIO DO ESTADO

19 de Junho de 2019 às 10:22

O vilhenense Deyvid Sangalli (DE CAMISETA VERMELHA), de 30 anos, preso suspeito de ser mandante do roubo no Jardim Centenário, na cidade de  Campo Grande (MS), na quarta-feira (12), pediu ao delegado responsável pelo caso, Reginaldo Salomão, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), para sair da cadeia para terminar seu trabalho de conclusão de curso (TCC).



Conforme o próprio suspeito disse em coletiva na tarde de ontem (segunda-feira, 17), ele é acadêmico de Arquitetura, de uma universidade particular da Capital sul-matogrossense, e precisa terminar seu projeto para se formar. 



De acordo com Salomão, ele é o cabeça do roubo no Centenário e é extremamente frio. “Ele não tem medo, não demonstra nenhum arrependimento, nem preocupação… A única preocupação que ele tem é com a universidade, inclusive pediu para sair para terminar o TCC”, disse.


Deyvid nega que seja o mandante do crime e alega que só guardou um revólver calibre .32 para um conhecido, sendo que supostamente desconhecia a origem dela. 



Ele tem passagem pela polícia em Rondônia, mas a informação ainda é superficial, já que o delegado espera uma resposta das autoridades do estado.

 



O CRIME


Informações colhidas pela polícia indicam que um dos participantes mora próximo à casa das vítimas, no Jardim Centenário, e ele que estaria fornecendo para Deyvid dicas sobre a família, que a monitorava.



No dia do crime, Sangalli ficou esperando o empresário, de 36 anos, sair do estabelecimento comercial para avisar o restante da quadrilha, que esperavam no bairro para render a vítima, por meio de um rádio comunicador. O mandante não participava diretamente da ação, para não se comprometer.



Eles estavam a procura de um cofre que estaria com cerca de R$ 200 mil na casa, informação que foi supostamente passada por um ex-funcionário das vítimas, mas que a polícia ainda investiga a veracidade.



Ao chegar em casa, o homem foi rendido e amarrado com um cadarço. Ele foi agredido, sendo colocado de bruços no chão. Os criminosos constantemente pisavam nas suas costas e o batiam para que revelasse a localização do cofre e do dinheiro, que na verdade não existiam.



Por duas vezes os bandidos aplicaram um mata-leão na vítima, que desmaiou, e era “reanimada” pelos suspeitos.



Quando não encontraram o cofre, eles juntaram os pertences da família e levaram os carros carregados e também a esposa do empresário, de 27 anos, que se ofereceu para ir no lugar do marido, que estava muito machucado.



O grupo saiu em três carros, dois deles da vítimas, e foi até uma plantação de milho, na saída para Sidrolândia (MS), onde passaram os objetos roubados para um carro e fugiram. Os carros roubados foram localizados posteriormente.



Dentre os pertences roubados estão joias, eletroeletrônicos, bebidas alcoólicas, malas com roupas de marcas, sapatos, entre outros objetos, que valem pelo menos R$ 100 mil. Inclusive, a quadrilha teria brigado por conta da divisão das joias.



Com Deyvid e Leonardo a polícia encontrou quatro malas com roupas, um revólver calibre .32, que estava na casa do mandante, no Bairro Monte Castelo, duas caixas de som, duas caixas térmicas e um tênis. Ainda de acordo com Salomão, outros quatro suspeitos ainda estão sendo investigados, sendo que dois já estão com prisão decretada.

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