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VÍDEO: Mulheres fazem motim em presídio e ateiam fogo em colchões

Apenados das duas unidades estão sem visitas e banho de sol

FOLHADOSULONLINE

26 de Janeiro de 2019 às 08:58

Um motim das mulheres que cumprem pena da Colônia Feminina de Vilhena explodiu na tarde desta sexta-feira, 25. Irritadas por não terem recebido visitas ontem e ficarem impedidas de tomar banho de sol hoje, as apenadas atearam fogo a colchões e gritaram palavras de ordem durante a manifestação. Apesar protesto, não houve feridos.



Cerca de 45 mulheres cumprem penas na unidade, que funciona no mesmo espaço onde funciona o albergue masculino, destinado a detentos do regime semiaberto. Dois homens e um mulher trabalham durante os plantões. Além das mulheres, os três agentes lidam diariamente com cerca de 40 homens e outros quase 190 presos que usam tornozeleiras eletrônicas e são monitorados.

 


Pelo mesmo motivo, também hoje, detentos do presídio Cone Sul, promoveram outro motim, reinvindicando o direito ao bando de sol e às visitas. O movimento foi controlado pela Polícia Militar.



Vice-presidente estadual do Singeperon, que representa os agentes penitenciário, Claudinei Costa de Faria disse que o problema está diretamente ligado ao efetivo que atua nas unidades prisionais. Ele revelou, em conversa por telefone com o FOLHA DO SUL ON LINE, que a escassez de pessoal está num nível dramático, porque vários servidores estão afastados em virtude do desgaste físico e emocional.



O sindicalista também contou que, desde o dia 18 de janeiro, a categoria está executando uma “operação-padrão” como forma de protesto contra o Governo do Estado, que não cumpre um acordo firmado no ano passado. Pela negociação, havia sido estabelecido que as horas extras pagas aos agentes penitenciários seriam incorporadas aos salários. “Mas a gente iria trabalhar mais, reduzir as escalas e resolver o problema do efetivo”, explicou Claudinei.



Após a deflagração do movimento, os servidores não fazem mais horas extras, o que resultou na dificuldade de autorizar as visitas e os banhos de sol. “A gente não vai parar, mas vamos fazer apenas o que o efetivo permite”, avisou o sindicalista.

 

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