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JARU: Comandante dos Bombeiros é transferido após investigar supostas irregularidades

Em Jaru, o centro de formação possui mais de 120 alunos que pagam pelo curso em torno de R$ 1.500,00, cada um.

JARUONLINE

22 de Maio de 2018 às 11:01

JARU: Comandante dos Bombeiros é transferido após investigar supostas irregularidades

FOTO: (Divulgação)

A transferência ocorreu após o Capitão do Corpo de Bombeiros em Jaru, o 1º tenente Claudevan Reis Junior, insistir que a corporação investigasse denúncias relatadas por alguns alunos referente ao Curso de Bombeiro Civil, ofertado pelo Centro de Formação de Bombeiro Civil KES, no município de Jaru.

 1º tenente Claudevan Reis

1º tenente Claudevan Reis

 

A referida empresa que tem como responsável, Edézio Alves de Jesus Filho, amigo declarado do Coronel Chianca, Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, presta serviços em todo estado na formação de Bombeiros Civis para atuar no auxílio a algumas ações do Bombeiro Militar, como atendimentos de primeiros socorros ao público de eventos.

 

Em Jaru o centro de formação possui mais de 120 alunos que pagam pelo curso em torno de R$ 1.500,00, cada um.

 

Dentre as irregularidades denunciadas que também foram levadas ao conhecimento do Ministério Público de Rondônia, consta: aulas pelo Whatsapp, instrutor não capacitado, carga horária das matérias inferior a obrigatória, depósitos das mensalidades feitas em contas de terceiros e irregularidades na emissão de certificados.

 

Segundo informações, o coronel já havia ameaçado transferir o comandante do Corpo de Bombeiros de Jaru, Capitão Reis, depois deste ter notificado o curso de Edézio.

 

Em outra oportunidade o Coronel Chianca determinou que o Capitão Reis fosse a sala de aula do Curso de Bombeiro Civil, falar aos alunos que a empresa estava legalizada, quando na verdade estava funcionando de forma irregular.

 

Segundo informações constantes na denúncia, o curso em Jaru funcionou quase dois meses de forma irregular com a ciência do Coronel Chianca, ele só foi suspenso porque o Ministério Público oficiou a corporação pedindo informações sobre o caso.

Coronel Chianca

Coronel Chianca

 

Alguns Alunos também alegam que o responsável pelo curso Edézio, é beneficiado pelo Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, pois seu curso foi liberado a voltar a funcionar sem estar com toda documentação exigida por lei.

 

Outra situação que causa no mínimo estranheza, é o fato do Coronel Chianca, promover mudanças na lei que fiscaliza a atividade dos Bombeiros Civis no Estado, ele à alterou duas vezes em menos de dois meses.

 

Mesmo mediante as possíveis irregularidades e falta de preparo dos alunos, informações ainda não confirmadas dão conta que o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, irá aplicar a prova de habilitação aos alunos de Jaru.

 

Diante desta realidade, alunos alegam que não terão condições de tirar a nota 7 exigida na prova aplicada pelo Corpo de Bombeiros Militar, para se habilitarem a trabalhar no Estado, pois não tiveram toda a matéria durante o curso e nem professores habilitados conforme a lei estabelece.

 

Procurado por nossa reportagem para comentar o assunto, capitão Reis, relatou, “Não sei quem forneceu essas informações e não irei confirmar nada na mídia, pois sou um Capitão e a pessoa que vocês citam é um Coronel, ou seja, meu superior hierárquico. Estou muito triste de ter sido transferido de Jaru, mas ainda continuo acreditando na justiça dos homens e de Deus. Quando eu for chamado para ser ouvido, seja pelo Ministério Público ou pelo CBMRO, eu relatarei tudo o que deve ser relatado. Aos alunos do curso eu peço que continuem acreditando na seriedade da nossa instituição, pois tudo que foi relatado por vocês será apurado. Caso seja confirmado as possíveis irregularidades, as medidas legais com certeza serão aplicadas” concluiu.

 

O 1º tenente Claudevan Reis Junior, assumiu o comando do Corpo de Bombeiros de Jaru em 25 de setembro de 2017. Reis vem desenvolvendo um ótimo trabalho à frente da corporação ao longo destes sete meses, porém infelizmente foi transferido contra sua vontade em decorrência deste episódio. Ações judiciais não são descartadas na tentativa de reverter a ordem de transferência.

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