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SEM ÔNIBUS: Trabalhadores pedem demissão coletiva e capital não terá transporte público

Em entrevista concedida à uma emissora de TV local, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), afirmou que o caos no transporte público é culpa de ações tomadas por gestões anteriores

DA REDAÇÃO - JOÃO PAULO PRUDÊNCIO

16 de Janeiro de 2020 às 18:19

No final da tarde desta quinta-feira (16) os motoristas e cobradores de ônibus da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia, decidiram por conta da maioria realizar o pedido de demissão coletiva após não aceitarem ficar sem os pagamentos do décimo terceiro, salário de dezembro, salário de janeiro, além de três meses de vale alimentação e outros benefícios atrasados.

 

A reunião da categoria ocorreu após um encontro durante a tarde com representantes da empresa responsável pelo serviço e autoridades judiciárias do Trabalho. Durante esse encontro os trabalhadores foram informados que a empresa não tem dinheiro para arcar com o montante em divida com eles, fato que foi primordial para a decisão extrema que foi tomada.

 

De acordo com o presidente do sindicato que representa esses trabalhadores, Francinei Oliveira, os motoristas e cobradores foram abandonados pelo poder público, sendo que até o momento nenhuma autoridade politica se manifestou sobre o caso.

 

Por esse motivo será realizada um pedido de rescisão de contrato individual de cada um desses trabalhadores, sepultando as esperanças de que o transporte coletivo retorne ainda nesta sexta-feira (17), o que deixará Porto Velho com uma semana completa sem transporte público nas ruas.

 

“A minha revolta é ver uma categoria se submeter à uma situação dessa pela omissão do poder público, preferiram ficar de braços cruzados. Aqui são pais de família que terão que pedir demissão”, afirmou Francinei Oliveira.

 

O presidente da categoria irá apresentar o pedido de demissão coletiva ainda nesta sexta à Justiça do Trabalho. Em entrevista concedida à uma emissora de TV local, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), afirmou que o caos no transporte público é culpa de ações tomadas por gestões anteriores.

 

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