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COLUNA: Confira o histórico do Momento Lítero Cultural - Por Selmo Vasconcellos

Confira a coluna de Selmo Vasconcellos

POR SELMO VASCONCELLOS

1 de Outubro de 2019 às 11:34

COLUNA: Confira o histórico do Momento Lítero Cultural - Por Selmo Vasconcellos

FOTO: (Divulgação)

 

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, São Paulo, SP.


SONETO PARA SELMO VASCONCELLOS.

Nos longínquos limites do Brasil,
Surge figura em que o talento é manto,
Que no seu gesto impávido e viril,
A beleza difunde a todo o canto.

Nas colunas impressas do jornal,
Traz valores e gentes dos distantes
Rincões deste país continental,
Como jamais houvera em tempos dantes.

Sua pena ultrapassa cordilheiras
E penetra no seio da floresta,
Descortinando sonhos sem fronteiras
E tornando o saber etérea festa.

Ele tem na cultura eternos elos
Sendo seu nome Selmo Vasconcellos.

São Paulo, fevereiro de 2009.
****
VERSOS DE PRECISÃO.

Eu faço versos porque preciso.
Não busco comover os outros,
Nem busco admiração.

Sinto de tudo em meus versos.

Paixão,
Dor,
Tristeza,
Solidão,
Amor,
Alegria,
Meu Deus, Minha Mãe Imaculada,
Minha amada,
Todos os meus.

E, quando, portanto, trago para fora
Toda a pressão
É porque só me resta este caminho
Do desventrar
As entranhas de minh’alma.

Eu faço versos porque preciso.

Muitos poetas –
Todos os poetas que conheço
São melhores do que eu-
Quando versejam na busca
De um modelo ideal,
Perdem tempo sem limites
Para que a forma saia
Perfeita
e
Para que todos possam admirar
Seu trabalho, seu brilho, seu valor.

Alguns chegam a tornar
A poesia
Tão erudita e tão complexa,
Que nem mesmo
Uma tábua de logaritmos bastaria
Para o intérprete interpretá-la.

É que para eles
O poeta não necessita ser compreendido,
Mas apenas
Exaltado.

E fazem versos para o mundo.

Eu, não.
Eu faço versos para mim.
E faço versos porque preciso,
Porque se não eu me sufoco,
Fico explosivo,
Sem saídas, sem estradas, sem destino.

Por isto, minha amada
Sempre os recebe
Como versos do tempo e da saudade,
Como versos de agora e do futuro,
Estes versos que se
transformam
No alento que me resta
De meus sonhos.

Decididamente,
Eu não faço versos para os outros,
Nem mesmo quando os faço
Para Deus, para a família e para a amada.

Eu faço versos
PORQUE PRECISO.

16/12/2007.

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