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ASSALTOS: Entreposto comercial de frutas da capital está abandonado e saqueado

O local foi entregue para a Unicoop, que abandonou o projeto e hoje toda estrutura está sendo roubada

RONDONIAOVIVO - JOÃO PAULO PRUDÊNCIO

15 de Abril de 2019 às 14:39

ASSALTOS: Entreposto comercial de frutas da capital está abandonado e saqueado

FOTO: (Rondoniaovivo)

Considerado um sonho que havia se tornado realidade para os agricultores rurais do distrito de União Bandeirantes, o Entreposto Comercial de Frutas em Porto Velho, localizado na Estrada dos Periquitos, no bairro Ulysses Guimarães, está sendo saqueado após ter seu espaço abandonado.

 

Entregue no dia 18 de maio de 2017, o espaço seria em tese um ponto de apoio para que os produtores de frutas de União Bandeirantes, em especial bananas, pudessem trazer seus produtos até Porto Velho, onde em seguida distribuiriam até os comerciantes, abastecendo assim grande parte da cidade, gerando lucro e renda.

 

A Unicoop recebeu quatro caminhões frigoríficos 

 

Porém, a situação atual é de prejuízo. Bandidos estão saqueando o local, três câmaras frigorificas que foram entregues novas desapareceram; levaram a bomba de água até as telhas e nenhum registro de ocorrência foi realizado. Tudo isso, como se nada tivesse acontecido.

 

O repórter William Ferreira “Homem do Tempo”, foi até o local e registrou a vergonhosa condição de um espaço que deveria propiciar renda à agricultores portovelhenses e baixar o preço das frutas oferecidas à comunidade.

 

 

A obra

 

O Entreposto Comercial de Frutas de Porto Velho foi construído com verba do Instituto Camargo Correa e Banco Nacional do Desenvolvimento Social – BNDES, e foi à terceira etapa do projeto denominado “Tempo de Empreender Rondônia”. As duas fases iniciais foram geridas pelo Sebrae/RO.

 

O local iria beneficiar produtores de frutas do distrito de União Bandeirantes

 

A etapa responsável pela construção e entrega do projeto foi da Organização Não Governamental Extensão Amazônia, com sede localizada no estado do Pará. A reportagem falou com o gerente geral da ONG, George Thomas Pacheco Barreto, que afirmou desconhecer que o local estava nessa condição.

 

Nosso trabalho se deu até a entrega do local aos produtores. Depois, toda a gestão e organização desse espaço estavam sob a competência da cooperativa beneficiada com o projeto. É uma pena que um investimento como esse esteja dessa forma, já que é de grande relevância para o desenvolvimento da produção rural em Rondônia”, afirmou George Barreto.

 

A responsável pela gestão do local é a Cooperativa Agrosustentável de União Bandeirantes – Unicoop, beneficiada com o programa Tempo de Empreender Rondônia, que além do Entreposto ganhou 4 caminhões frigoríficos entre outros investimentos. A reportagem tentou falar com representantes da Unicoop através de seus contatos disponibilizados nas redes sociais, mas até o fechamento da reportagem nenhum esclarecimento formal foi dado pelos seus representantes.

 

O valor

 

A estrutura do entreposto conta com banheiros; galpão; dois escritórios independentes, sendo um exclusivo para uso da cooperativa e o outro com disponibilidade para locação; três câmaras frigorificas;, alojamentos masculino e feminino;, copa; cozinha e uma lavanderia coletiva.

 

O custo total do empreendimento foi de R$ 390 mil, sendo que o terreno avaliado em aproximadamente R$ 90 mil foi doado pela Prefeitura de Porto Velho. “Os recursos integravam o projeto de Inclusão Sócio Produtiva, da antiga construtora Camargo Corrêa, através do Instituto dela. Nosso trabalho terminou com a entrega do Entreposto e esse patrimônio é de responsabilidade total da Unicoop”, afirmou  George Barreto.

 

Os produtores

 

De acordo com Ruslan Magalhães, integrante do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Porto Velho, o investimento foi alto no local e depois a Unicoop abandonou o espaço sem, em nenhum momento, procurar as autoridades para informar sobre essa medida. Deixando o local a mercê de bandidos que estão depredando as instalações e equipamentos.

 

Até as paredes foram levadas e a cooperativa de União Bandeirantes abandonou e não tiveram a preocupação de entregar o local para prefeitura”, afirmou Ruslan Magalhães. Os investidores desse projeto vetaram em contrato a possibilidade do espaço ser utilizado para outra finalidade, cabendo agora a Prefeitura de Porto Velho o direito de requerer o local.

 

O Ministério Público também foi convidado pela comunidade a entrar no caso, uma vez que se trata de problema que está afetando diretamente os produtores e prejudicando o desenvolvimento rural na cidade.

 

 

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