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FINANCIAMENTO: Vila Princesa recebe verbas das penas pecuniárias para projetos sociais

Objetos decorativos feitos de materiais recicláveis foi um sucesso entre os pais das crianças matriculadas na escola

COMUNICAÇÃO TJ

12 de Novembro de 2018 às 16:41

FINANCIAMENTO: Vila Princesa recebe verbas das penas pecuniárias para projetos sociais

FOTO: (Comunicação TJ)

Wallisson Matheus de Oliveira, de 8 anos, estuda à tarde na Escola João Afro Vieira, única existente na Vila Princesa, comunidade no entorno do lixo municipal. Pela manhã, o menino ficava ocioso como a maioria das crianças do bairro; muitas delas acabavam ajudando os pais na coleta de materiais recicláveis, o que é proibido por lei.

 

Para evitar essa situação de vulnerabilidade, na qual as crianças perdem a oportunidade de um desenvolvimento adequado e pleno, o Poder Judiciário propôs uma alternativa: o repasse de recursos advindos das penas pecuniárias para financiar projetos de cunho social, educativo e de geração de renda para a comunidade.

 

No caso da Vila Princesa, a equipe multidisciplinar veio aqui várias vezes, fez reuniões, fez seminários para capacitar essas associações a fazer os projetos, a prestar contas. Então todo esse trabalho aqui nasce de uma iniciativa da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, que veio, entrevistou, capacitou, identificou a problemática junto com as famílias e escolheu a escola como elo que pode beneficiar toda a comunidade”, explicou a juíza titular da Vepema, que foi pessoalmente à escola para entregar os alvarás dos projetos agraciados, somando quase 97 mil reais em recursos.

 

 

O papel propositivo da Vepema é fundamental para que a comunidade também tenha oportunidades, já que a execução de projetos é algo mais complexo para quem não está acostumado. “Nós vivemos da reciclagem. Então, essa é uma das primeiras oportunidades que nós abraçamos e agradecemos muito à Vepema. Espero que eles nos deem continuidade para melhores mudanças, afinal sabemos que o lixão irá se fechar dentro dos próximos anos... aliás, já era para ter fechado, mas como ficará a sociedade? Como ficarão os catadores?”, questionou Divorsir Xavier, presidente da Associação dos Moradores da Vila Princesa.

 

Ele próprio foi um dos beneficiários num dos cursos agraciados pelo repassa, o de fabricação de puffs com pneus. Objetos decorativos feitos de materiais recicláveis foi um sucesso entre os pais das crianças matriculadas na escola.

 

Lídia do Prado Correia ficou satisfeita com a oportunidade. “Cada puff é mais bonito que o outro. O professor nos ensinou todos os passos, como parafusar, como encaixar, como cortar as almofadas, os tecidos. Agora eu me sinto uma artesã”, disse.

 

Já a Giovana Sousa fazia unha das vizinhas, mas agora que iniciará o curso de aperfeiçoamento para a manicure, pretende ampliar seu campo profissional. “É uma renda a mais pra família, né?”. Ela aproveitou o sábado de atividades na escola para fazer sua unha com os profissionais que vieram para ministrar o curso. A instrutora Desineia Campana ofereceu, ainda, corte de cabelos e até maquiagem.

 

A escola contou, ainda, com atividades recreativas e artísticas. O grupo circense fez uma apresentação de tecido e contorcionismo, além de palhaçaria. A fanfarra, formada por crianças da escola, fez apresentação. Ao final, todos receberam lanches, finalizando a atividade numa grande confraternização.

 

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