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CLICADA COM MOURÃO: Maquiadora rondoniense já foi presa pela PF e ficou cara a cara com Moro

“Sou de Rondônia, ele tinha negócios lá, nos apaixonamos e ele me trouxe para o Paraná”

O GLOBO

3 de Novembro de 2018 às 11:16

CLICADA COM MOURÃO: Maquiadora rondoniense já foi presa pela PF e ficou cara a cara com Moro

FOTO: (Divulgação)

Recentemente fotografada dando uma colherada de sorvete ao futuro vice-presidente do país, o general Hamilton Mourão, a maquiadora e futura piloto de aviões Carola Cimini já foi presa pela Polícia Federal do Paraná e precisou ficar a cara a cara com o juiz da Lava-Jato, Sergio Moro, confirmado como ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Em 2014, a Operação Denarius desarticulou uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Carola era casada com Edvaldo Muniz da Silva, o Toni Boiada, apontado à época como chefe da quadrilha e ainda preso.



— Na verdade, já estávamos separados. Me lembro como se fosse hoje. Eu estava dormindo quando os policiais federais chegaram ao meu apartamento. Bateram várias vezes na porta e, quando abri, foram entrando com um mandado de busca e apreensão. Eu não entendi nada. Um delegado mandou eu arrumar uma mala com roupas confortáveis e ir com ele para a sede da PF. Arrumei três. Ele me disse: ‘Bonitona, você não vai viajar pro exterior’. Eu realmente não estava entendendo nada — recorda Carola.

 


Ela ficou dez dias presa e foi solta após não encontrarem evidências de seu envolvimento, segundo ela.

 


— Não acharam nada que me ligasse à quadrilha. Eu realmente não fazia ideia de nada, não tinha nada no meu nome que me comprometesse —  garante:



— Obviamente, eu pensava que podia ter algo errado. Mas o Edvaldo me levava nas fazendas, eu via aquelas cabeças de gado, o patrimônio dele era imenso. Como poderia imaginar que tinha droga envolvida?



Carola chegou a ser processada e ficou cara a cara com o juiz, e agora futuro Ministro da Justiça, Sergio Moro.



— Fui absolvida de tudo. respondi ao processo durante dois anos e ficou provado que nada tinha de errado comigo. Mas isso me atrapalha até hoje. Até para arrumar um namorado —  lamenta ela, que diz ter tido depressão após o episódio.



Enquanto vivia com Edvaldo, Carola conta que recebia dele R$ 30 mil de mesada por mês. Os dois tinham uma união estável e dela tiveram uma filha, hoje com 8 anos.



— O conheci aos 17 anos. Sou de Rondônia, ele tinha negócios lá, nos apaixonamos e ele me trouxe para o Paraná. Eu era muito ingênua. Só quando tinha oito meses de namoro descobri que ele havia sido preso em 2002, em Campinas. Mas já estava apaixonada — explica.



Nos autos do processo no STF, diz-se que Carola, na época, recebia um salário de R$ 831, e em seu nome havia um apartamento no valor de R$ 192 mil — incompatível, portanto, com seus proventos.

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