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EDUCAÇÃO: Energia Sustentável do Brasil entrega oito escolas em terras indígenas

As escolas atenderão alunos do ensino fundamental e médio

ASSESSORIA

16 de Outubro de 2018 às 16:35

EDUCAÇÃO: Energia Sustentável do Brasil entrega oito escolas em terras indígenas

Grupo conhece estruturas da escola FOTO: (Assessoria)

A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau, entregou para a Secretaria da Educação de Rondônia (SEDUC) oito escolas nas Terras Indígenas (TIs) Igarapé Lage e Igarapé Ribeirão, em Nova Mamoré e Guajará Mirim. Tais entregas atendem às recomendações da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em interface com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

 

A UHE Jirau não impacta nenhuma Terra Indígena. A distância da Usina até as Terras Indígenas Igarapé Lage e Igarapé Ribeirão, por exemplo, é de 130 quilômetros e 108 quilômetros, respectivamente. No entanto, a entrega das escolas traz benefícios e cumpre com as ações estabelecidas no âmbito do Programa de Apoio às Comunidades Indígenas, desenvolvido pela ESBR.

 

 

As escolas atenderão alunos do ensino fundamental e médio e foram equipadas com laboratório de informática, cozinha, refeitório, além de alojamentos para os professores. As construções fazem parte do Acordo de Cooperação firmado entre a ESBR e a SEDUC, responsável pela educação escolar indígena em Rondônia. Na maioria das aldeias, as antigas escolas eram pequenas cabanas de palha construídas pelos próprios indígenas, onde em dias de chuva ou muito calor não era possível ter aulas.

 

Segundo o Arquiteto da SEDUC, Clébio Ribeiro, os projetos arquitetônicos foram elaborados com uma projeção de atendimento às TIs nos próximos dez anos. “Todas as obras ficaram bem feitas, atendem à comunidade tranquilamente, assim como os alojamentos atenderão aos professores que trabalharão nas aldeias”, afirma.

 

 

Para o Cacique da Aldeia Linha 10, Abraão Uruwaram, é uma grande alegria receber a obra. “A gente não imaginava ter uma escola assim na comunidade. Nem todas as aldeias têm uma construção assim. Faltam palavras para dizer como estou feliz. Agora é cuidar bem, porque é nosso”, diz Uruwaram.

 

O Coordenador Civil da ESBR, Claudiney Freitas, conta que a logística foi um grande desafio para as construções, porque são locais de difícil acesso e muitas vezes intrafegáveis em alguns períodos do ano, mas com muitos esforços das equipes conseguimos entregar todas as obras dentro do prazo acordado. “É uma satisfação muito grande contribuir com a implantação de obras tão importantes para as crianças indígenas”, concluiu Claudiney.

 

 

A Analista de Socioeconomia da ESBR que acompanha o Programa de Apoio às Comunidades Indígenas, Edielen Matos, destaca a importância destas obras para o fortalecimento educacional. “É gratificante saber que a UHE Jirau contribuiu com a educação das comunidades indígenas, considerando que uma base educacional estruturada pode garantir um futuro melhor com reflexos no resgate de valores étnicos, culturais e linguísticos”, conclui.

 

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