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FEMINICÍDIO: Homem confessa ter mandado matar jovem para não assumir a paternidade do filho

O crime aconteceu na semana passada, logo depois de a vítima e o suspeito realizarem o teste de DNA

O LIVRE

20 de Setembro de 2018 às 15:38

FEMINICÍDIO: Homem confessa ter mandado matar jovem para não assumir a paternidade do filho

FOTO: (Divulgação)

Três pessoas foram presas em Jaciara (140 km de Cuiabá) suspeitos de participarem da morte da jovem Jakielly Pontes da Silva, 25, assassinada na madrugada do dia 13 de setembro. A motivação é que um deles, acusado de ser o mandante do crime, não queria assumir a paternidade de um dos filhos da vítima, de oito meses.

 

O crime aconteceu por volta de 1h30 do dia 13 de setembro. Jakielly retornava do trabalho em uma motocicleta Honda Biz quando, ao cruzar a rodovia BR-364, próximo à área central do município, foi surpreendida e atingida por aproximadamente cinco tiros. A jovem não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local.

 

Os trabalhos iniciais de apuração da Polícia Civil indicaram que a vítima não possuía inimigos, era apontada por conhecidos como uma pessoa trabalhadora, mãe de três filhos, não possuía vícios, ou dívidas, e estava retornando do trabalho (uma loja de conveniência) quando foi assassinada. Nenhum pertence da vítima foi levado.

 

Em continuidade às investigações, os policiais descobriram que recentemente Jakielly havia ingressado com uma ação de reconhecimento de paternidade postulando para que um dos suspeitos, de 30 anos, reconhecesse um dos filhos dela, de oito meses, como seu filho.

 

O delegado à frente das investigações, João Paulo Praisner, disse que no dia 10 de setembro ocorreu uma audiência no Fórum de Jaciara, em que o suspeito se recusou a reconhecer voluntariamente a paternidade da criança. No dia 12, Jakielly, o suspeito e a criança forneceram material genético para exame de DNA. “Poucas horas após o fornecimento do material genético, Jakielly foi assassinada”, disse o delegado.

 

O suspeito foi encontrado em em um lava-jato, do qual ele é proprietário. Ele foi conduzido até a Delegacia de Polícia para esclarecimentos e negou qualquer envolvimento no homicídio. Ele declarou ainda ter permanecido em casa durante toda a noite. No entanto, “em razão das contradições apresentadas pelo suspeito, e confronto com depoimentos testemunhais, representei pela prisão temporária do investigado, que foi decretada pelo Judiciário e cumprida ainda no dia 13 de setembro”, esclareceu o delegado.

 

Ao ser novamente interrogado, em 18 de setembro, o homem acabou confessando ter sido o mandante do homicídio. Ele contou que contratou dois de seus funcionários, de 18 e 25 anos, para executarem a vítima.

 

Ainda durante o interrogatório, o suposto mandante disse ter prometido a quantia de R$ 2 mil para um dos executores e R$ 1.500 para o outro. A motivação, de acordo com o suspeito, decorreu do fato de Jakielly postular reconhecimento de paternidade.

 

O delegado João Paulo Praisner representou também pela prisão temporária dos executores, que foram deferidas pelo Judiciário. Um foi surpreendido pelos policiais civis na quarta-feira (19) no lava-jato de propriedade do suposto mandante. Já o outro foi surpreendido em via pública, no Bairro Santo Antônio, no interior de um veículo, quando se preparava para deixar o município com intuito de fugir da ação policial.

 

Conduzidos à delegacia e interrogados, os dois confessaram o crime, sendo que um afirmou ter efetuado os disparos contra a vítima e o outro contou ter pilotado a motocicleta utilizada na prática do delito. Ambos também declararam terem sido contratados pelo dono do lava-jato sob promessa de recompensa financeira após a execução.

 

Os três suspeitos seguem detidos; o inquérito policial será concluído no prazo de 30 dias.

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