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CRÔNICA : O homem no Reino dos Bichos - por Arimar Souza de Sá

O Homem no Reio dos Bichos

POR ARIMAR SOUZA DE SÁ

20 de Agosto de 2018 às 11:39

CRÔNICA : O homem no Reino dos Bichos - por Arimar Souza de Sá

FOTO: (Divulgação)

Há bichos e homens. Há também 
bichos-homens e, ainda, outros que “viram bicho”
na selva da política.

 

Ando cada vez mais convencido de que a natureza fez os homens e os bichos com a amálgama da mesma argila. Não existe uma distância muito significativa entre os hábitos dessas duas criaturas: animal e homem. Tudo é uma questão de observação mais profunda.

 

A espécie humana, máxime a que deságua de quando em vez nas armadilhas da fome, deixa de lado um pouco da sensibilidade e da inteligência, para viver como os animais.


Olhemos para trás e abracemos a tranqüila paisagem de outrora, em Porto Velho, quando se podia dormir à noite sossegadamente...

 

Época em que Cartola cantava: "Ainda é cedo, amor. Mal começastes a conhecer a vida (...) preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir tuas ilusões a pó”...

 

Tempos das matinês do Cine Reski, Brasil e Lacerda, da Banda de Música da Guarda Territorial nas praças, dos desfiles garbosos de Sete de Setembro, dos bailes à luz clara, com as moças acompanhadas dos pais... Êta época que o “cabra” tinha que respeitar.

 

Não obstante, foram-se os tempos das “Mil e Uma Noites”. Hoje o jogo é da pesada. Assalta-se, de qualquer forma, (de colarinho branco ou de pés no chão) e em plena luz do dia. Mata-se, ou rouba-se às escâncaras. Dir-se-ia: "A HUMANIDADE RONDONIENSE BESTIFICOU-SE FICOU DOIDONA MESMO!"

 

E daí é que emergem idéias mirabolantes na seara dos homens... Raros, às vezes, comuns noutras, todos parecem um pouco com os animais. Basta dar uma olhadela no cenário político atual de Rondônia para encontrarmos vários deles:
Áspero, duro, rompedor com um javali, e resolve no tranco as adversidades – quem seria?

 

Sorridente, afável, meticuloso e trabalhando sempre soturnamente. Se “a coisa pega”, faz cara de paisagem, vira um avestruz e finge que não é com ele e, no final, sempre vence. Conhece alguém com essas características?

 

Como raposa felpuda, age com perspicácia e inteligência. Só vai “na boa” e sempre busca um jeito de se sobressair. Será que você já identificou o “distinto”?...

 

Meigo, educado como um doce cãozinho poodle, a todos trata de “querido”, com um puxado sotaque nordestino, tem sempre um sorriso à disposição. Lembra alguém?

 

O certo é que a bicharada anda solta por aí. Tem bicho para todos os gostos. Tem até o bicho-velhaco que, campanha após campanha, promete e não cumpre, compra apoiamento e não paga, vende, mas não entrega e, sedutor, está de novo emplumado por aí em 2018, cooptando os incautos. Que tal? Você sabe quem é?

 

O bicho-pavão é culto, articulado, anda cheio de seguranças, por medo sabe-se lá de que e, muito vaidoso, não pode ver um microfone – fala até cansar a platéia, crente que está “abafando”. Quem seria?

 

O bicho-preguiça, de fala lenta e arrastada, teve a chance de se perpetuar no poder, mas o tempo passou na janela e nem ele e nem “Carolina” viram – perdeu a eleição. Identificou?

 

O bicho-porco, que chafurda na lama da corrupção e da maracutaia, tenta se vender como "o novo", mas sem novidade, esconde-se e come calado. Será que você conhece?

 

O bicho pastor é cruel. Não tem braços, tem tentáculos com ventosas: quando cerca o fiel, além do voto, ele quer a grana, o patrimônio do infeliz e ai de quem não der – vai para o inferno, sem o devido estágio no purgatório.

 

Já o bicho mágico é fascinante. Consegue multiplicar seu patrimônio com a rapidez de uma “postagem viral” na Internet. E, com a “varinha de condão” de apenas um mandato, compra até avião. Aliás, até ele próprio é um “avião”.

 

Pior ainda é o bicho-porco-espinho, não pode chegar perto de ninguém que machuca e destrói reputações. 
Tem ainda o bicho-grilo, que pula e canta muito, mas é uma praga que devora tudo o que encontra pela frente.

 

Tem o bicho de perto, bicho de longe, bicho recauchutado, bicho letrado, bicho analfabeto e o bicho-veado que agora está virando moda nas rodas de reuniões políticas.

 

E a maioria desses bichos vai se dando bem na política, usando o mandato em benefício próprio, e não daquelas pessoas desamparadas das periferias do Estado que não podem mais ter sossego nem dentro de suas próprias casas.

 

O “diacho” é que o “bicho-político” caiu em desgraça perante a Nação. Por fazer tanta coisa que não agrada à sociedade, ou por deixar de fazer o que lhe agrada, podemos dizer que muitos desses bichos estão em extinção.

 

Os bichos-preguiça e o ratazana são os mais ameaçados, correndo da sala para a cozinha, porque se perder a eleição... Moro os espera no cadafalso com o porrete na mão.

 

Os políticos, a maior parte deles, pelo menos, transformaram o Legislativo e o Executivo numa sala de jogos de azar, "sorteando" os interesses mais inconfessáveis. É tal o “dando que se recebe” que qualquer bugiganga pode render bons lucros. É a famosa "Lei de Gerson", a lei do "jeitinho" para tudo, desde que se tire alguma vantagem.

 

Em meio a essa bicharada, o cidadão brasileiro precisa virar um bicho de vergonha na cara, para garantir o sustento de sua família.

 

Estão chegando as eleições e o eleitor precisa analisar bem cada um dos “bichos” que aparecem prometendo mundos e fundos.

 

É a hora de não votar como bicho-anta. De não apostar no bicho-zebra e de não somar esforços com o bicho-preguiça nem o bicho-velhaco.

 

Armemos as ratoeiras para afastar os bichos-roedores do erário. Mandemos para longe a bicharada que só quer alimentar-se de seus bolsos!

 

Mas, e se você fosse convidado para a festa dos bichos, com que trajes iria?

 

De cavalo, para dar as costas e os outros montarem? Ou de cabra, sabendo que além de berrar, teria que dar leite? De vaca, para dar leite e carne? De boi, para ir dando “sopa” para o azar no tal “efeito manada, para onde a onda te levar? Ou ainda de veado, para fazer a festa de certos carnívoros?

 

O certo é que nessa arca de Noé da política rondoniense, cabem bichos de todos as matizes. Não salve mais – você que tem na ponta dos dedos o condão de “fazer chover” nesse dilúvio eleitoral que se vizinha – os predadores que abriram essas fendas abissais no seu bolso e na sua vida.

 

AMÉM!

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