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MOEDA: Dólar vira e cai para R$ 3,8423 com ‘Centrão’ se aproximando de Alckmin

No mercado futuro, o dólar para agosto fechou em queda de 0,56%, a R$ 3,8355.

ESTADÃO CONTEÚDO

20 de Julho de 2018 às 08:40

MOEDA: Dólar vira e cai para R$ 3,8423 com ‘Centrão’ se aproximando de Alckmin

FOTO: (Divulgação)

Depois de operar em alta durante quase todo o dia, o dólar perdeu força no final da tarde desta quinta-feira, 19, e virou perto do fechamento, encerrando em R$ 3,8423, com queda de 0,06%. A expectativa que a candidatura de Geraldo Alckmin ganhe apoio dos partidos do Centrão, contribuiu para a virada da moeda, segundo operadores. Fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmam que o PP, um dos partidos do grupo, junto com DEM, PR, Solidariedade e PRB, já teria fechado apoio. Pela manhã e até o meio da tarde, o noticiário externo foi o fator determinante para os movimentos do mercado doméstico de câmbio ao longo do dia em meio a temores de piora da situação comercial na economia mundial, que voltaram a fazer a moeda norte-americana se fortalecer ante divisas de países desenvolvidos e emergentes. No mercado futuro, o dólar para agosto fechou em queda de 0,56%, a R$ 3,8355.

 

Declarações de Trump primeiro fizeram o dólar se fortalecer no mundo, ao criticar a decisão da União Europeia de multar o Google e voltar a prometer sobretaxar os veículos da região importados pelos EUA. A União Europeia prometeu retaliar. Com isso, o mercado financeiro mundial ficou mais tenso e a moeda norte-americana bateu máximas aqui, indo a R$ 3,89 pela manhã. Depois, na parte da tarde, Trump criticou a política do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de elevação dos juros, pois ameaça a recuperação da economia. “Eu não concordo com as altas de juros”, disse em entrevista à CNBC. Com isso, o dólar perdeu força e chegou a renovar mínimas.

 

Foi após a publicação da notícia pelo Broadcast de que o PP fechou apoio com Alckmin que a moeda virou, operando na casa dos R$ 3,83. Operadores ressaltam que tem tranquilizado as mesas de operação a sinalização de que o Centrão está pendendo mais a apoiar o ex-governador de São Paulo do que Ciro Gomes (PDT). O deputado federal Rodrigo Garcia (DEM-SP) afirmou nesta quinta-feira ao Broadcast Político que as conversas desses partidos estão caminhando melhor na direção de uma aliança com o PSDB à Presidência. Os estrategistas da Icatu Vanguarda avaliam que o mercado teria reação binária: muito negativa caso o Centrão feche apoio a Ciro Gomes ou muito positiva com Alckmin.

 

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, afirma que o ideal é que haja logo uma definição, principalmente sobre as alianças eleitorais e sobre quem terá o apoio do cobiçado Centrão, para dar mais previsibilidade. “O que a gente precisa são definições, quem vai ser, e encarar isso como uma realidade”, afirmou. A avaliação do gerente é de que, até agora, Alckmin não conseguiu emplacar nas pesquisas, mas se a candidatura do tucano ganhar corpo isso poderia trazer certo alívio ao mercado, já que ele seria um candidato comprometido com as reformas.

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