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Contratos da Caerd prevê recurso para recompor asfalto e não o faz

Engenheiro faz desabafo na rede social e questiona o porquê da omissão da estatal

RONDONIAOVIVO

23 de Fevereiro de 2018 às 11:29

Contratos da Caerd prevê recurso para recompor asfalto e não o faz

FOTO: (Divulgação)

Um problema que se arrasta há muitas administrações, mas que ao longo se tornou um gargalo sem solução: as valas abertas pela Caerd no asfalto para reparos na rede de água e que ficam abertas sem qualquer tipo de manutenção. As reclamações são diárias, mas nada que leve o poder público a resolver o problema.

 

Esta semana, o engenheiro Emanuel Piedade usou a rede social para se posicionar sobre o assunto e fez uma constatação interessante: a Companhia de Águas do Estado possui recursos para a recomposição da camada asfáltica em cada contrato que celebra com empresas prestadoras de serviço. “E porque não o faz?”, questiona o engenheiro.

 

Emanuel chegou a esse posicionamento e questionamento após analisar o Portal Transparência do Governo do Estado e verificar as miudezas contidas em um contrato de R$ 58,5 milhões vencido pela empresa Infracon Engenharia e Comércio Ltda. Depois de vasculhar o edital, projetos, planilhas orçamentárias e a composição dos custos, ele chegou ao mérito da questão.

 

O projeto de R$ 58,5 milhões é relativo à implantação de redes de água na região o Sistema CR II que corresponde a bairros como o Lagoa, Nova Poro Velho, Embratel, Agenor de Carvalho, Flodoaldo, Rio Madeira e Industrial. Segundo ele, o item G2 da planilha trata de serviços de reaterro de valas/cavas, compactação mecânica de vala sem controle e recomposição de pavimento asfáltico, dentre outras questões.

 

“Um valor de mais de R$ 700 mil está previsto para a tal recomposição. A composição unitária desse serviço apresenta todos os custos diretos e indiretos necessários à fiel execução do serviço”, disse o engenheiro ressalto que a situação mostra “a desoladora situação do descaso”. Quer dizer, a companhia tem dinheiro previsto para fechar os buracos que abre no asfalto, mas não utiliza.

 

E disparou: “É inexplicável do ponto de vista da lógica, também o é da perspectiva do contrato. Se consideramos a ótica do interesse público fica pior pois o interesse público nesse caso consiste na fiel execução do objetivo e na garantia de condições seguras aos usuários das vias públicas.”. Para o engenheiro, a obra não vem sendo executada de forma adequada.

FISCALIZAÇÃO

 

Outro detalhe importante que não fugiu ao olhar cuidadoso do engenheiro foi o fato de que, apesar da Infracon ter vencido a licitação, a obra está sendo executada por uma tal Consatel, lembrando que a subcontratação é de 20% da obra.

 

Ao finalizar, ele lembra ainda que há várias obras do referido contrato que já foram iniciadas e abandonadas pela Infracon no bairro Lagoa, gerando transtorno a toda a população, que mais uma vez terá que arcar com o prejuízo. Para ele, a empresa está enriquecendo ilicitamente às custas da administração.

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