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ECONOMIA - Residencial Orgulho do Madeira vai ter moeda própria

ECONOMIA - Residencial Orgulho do Madeira vai ter moeda própria

DA REDAÇÃO

17 de Novembro de 2016 às 14:40

ECONOMIA - Residencial Orgulho do Madeira vai ter moeda própria

FOTO: (Divulgação)

Comprar um sanduíche por 10 “Orgulhos” ou pagar com 20 “Orgulhos” por um corte de cabelo pode parecer estranho nos comércios tradicionais que aceitam cartões magnéticos. Mas a novidade estará disponível, no início de 2017, aos moradores do Residencial Orgulho do Madeira, o conjunto de condomínios localizado no bairro Mariana em Porto Velho.

A moeda digital social que vai circular no residencial nos bairros próximos já é uma realidade em vários municípios do estado. Ela serve para movimentar o dinheiro numa região estratégica, fortalecer o comércio e gerar emprego e renda.

Assim como as outras moedas digitais sociais existentes no estado, a “Orgulho” poderá ser utilizada para transferência de saldo entre portadores do cartão e ser carregado, como no sistema dos telefones pré-pagos, entre outras facilidades.

Pouco conhecida em Porto Velho, a moeda digital social é um produto do Banco do Povo, organização social de interesse civil, que recebe recursos da Superintendência do Desenvolvimento de Rondônia.

“Nosso público alvo é o cidadão excluído dos serviços dos bancos comuns”, explica José Arnando Campos Luna, que preside o Banco do Povo desde a criação, em agosto de 2007.

BAIRROS

A previsão de Arnaldo é que os moradores do residencial, em Porto Velho, tenham acesso à moeda social no início do ano. O serviço também deve chegar a outros bairros e até o município de Candeias do Jamari, a 20 quilômetros do centro da capital

Equipes do banco começarão, nos próximos dias, a cadastrar os comerciantes e prestadores de serviços que aceitarão a “Orgulho” nos negócios. Em seguida, será aberto o cadastro para os moradores.

Cada “Orgulho” equivale a R$ 1. O dinheiro pode ser utilizado tanto para quem ficou sem dinheiro para comprar combustível, alimentos e remédios antes de receber o salário, como para quem vai pagar por serviços, como manutenção de bicicletas, motos, pintura de paredes, enfim, tem uma variedade utilidades.

A crise econômica que afeta o país e que é sentida, embora em menor intensidade, também em Rondônia, confirmou a importância da moeda digital para quem foi afetado. Segundo Arnando Luna, a procura cresceu 10% nos últimos meses.

FACILIDADES

Para ter o cartão com os créditos o candidato precisa enquadrar-se num perfil, que é diferente dos bancos comuns, em geral muito exigentes. É feita a análise do perfil sócioeconomômico e o dinheiro é liberado em seguida. Descomplicado, com carência vantajosa e juros baixos.

O presidente do Banco do Povo avalia o produto como democrático e inclusivo. “Ele chega às pessoas que precisam. Quem tem iniciativa e quer progredir, tem acesso ao nosso crédito”, explica.

Por conta do Banco do Povo e seus produtos, há no estado muitas pessoas que montaram negócio, oferecem emprego e multiplicam os ganhos. Há empreendimentos que compraram veículos para fortalecer os negócios e até cooperativas que renovaram a frota de motocicletas.

O Banco do Povo surgiu há nove anos, em Ariquemes, quando o prefeito era o atual governador Confúcio Moura. Ele decidiu criar um mecanismo capaz de oferecer dinheiro para fortalecer a economia do segmento que vai às ruas para fazer vendas ou realiza pequenos consertos como meio sobrevivência.

RAÇÃO

A ideia começou a dar certo e o Banco do Povo expandiu seus serviços para todo o estado. Um dos produtos, o cartão Mais Sementes, atende agricultores e dá força ao agronegócio.

Confúcio diz que o Banco do Povo é um diferencial fundamental: não tem ingerência política. Os serviços são direcionados apenas para quem se enquadra no perfil a quem se destina.

Em 2015, quando foi inaugurada a primeira sede própria do banco, também em Ariquemes, chegou a ser sugerida a criação do Cartão Ração, para a piscicultura. Confúcio gostou da proposta.

Cartão Ração ainda não é uma realidade, porque depende de uma fonte específica de recursos, mas o presidente Arnaldo diz que o produto é viável.

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