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Maioria contaminada com vírus Zika é negra

Maioria contaminada com vírus Zika é negra

DA REDAÇÃO

12 de Setembro de 2016 às 14:53

Maioria contaminada com vírus Zika é negra

FOTO: (Divulgação)

Oito de cada dez bebês infectados pelo vírus zika são filhos de mulheres negras (pretas e pardas, conforme nomenclatura oficial), de acordo com o que apurou o site do UOL, baseada em dados do Ministério da Saúde.

No Nordeste, onde há maior incidência, o percentual mais alto é do Ceará – 93,9% das mães de bebês com microcefalia causada pelo zika são negras.

Sendo que 66,4% da população do Estado é constituída por pretos e pardos, de acordo com o Censo 2010 do IBGE. No país, são pouco mais de metade.

O quesito cor/raça foi preenchido em apenas 44,2% das 8.703 notificações feitas pelos Estados ao governo federal até 23 de julho. Este número está em desacordo com o Estatuto da Igualdade Racial e com a portaria 992 do Ministério da Saúde, que determinam a coleta e análise de dados desagregados por raça, cor e etnia.

Médica negra e militante da ONG Criola, Jurema Werneck, afirma que estes números, infelizmente, são esperados. "Há uma tragédia ambiental por trás da alta proliferação de mosquitos infectados com zika. A falta de saneamento, de coleta adequada de lixo, de acesso a água encanada ocorrem nas comunidades negras", explicou.

Jurema também critica as falhas nos dados fornecidos.

"Quando o governo não diz que as mulheres negras estão padecendo mais, se desresponsabiliza de fazer políticas dirigidas a esse grupo. Faz uma afirmativa genérica e pode continuar dizendo na TV que é preciso matar mosquito, e não cuidar dessas mulheres. Isso é puro racismo."

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