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SANEAMENTO – Pesquisa aponta Porto Velho entre as piores do país

SANEAMENTO – Pesquisa aponta Porto Velho entre as piores do país

DA REDAÇÃO

4 de Abril de 2016 às 10:41

SANEAMENTO – Pesquisa aponta Porto Velho entre as piores do país

FOTO: (Divulgação)

Instituto Trata Brasil avalia a situação do saneamento nas 100 maiores cidades do País.

Quatro grandes municípios e três capitais da região Norte - Belém (PA), Rio Branco (AC), Santarém (PA), Manaus (AM), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Ananindeua (PA) - estão entre os dez piores do País no Ranking do Saneamento, com os índices de coleta e tratamento dos esgotos muito ruins, conforme o novo relatório do Trata Brasil produzido com a GO Associados. O estudo é baseado nos números do SNIS - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico - do Ministério das Cidades - ano base 2014.

Santarém e Ananindeua, que ocupam, respectivamente, o 96ª e 100ª lugar no Ranking, não dispõem de coleta de esgoto. Em Porto Velho (99), apenas 2,04% da população têm acesso ao serviço; em Macapá (98) esse índice é de 5,54%; na capital do Amazonas, Manaus (97), apenas 9,9% da população conta com coleta de esgoto. Belém (87), capital do Pará, também apresenta situação crítica, com 12,7% de coleta, e em Rio Branco (90), o serviço de coleta de esgoto alcança 21,23% da população. Embora não esteja entre os 10 municípios com situação mais crítica, a  cidade de Boa Vista (68º)  também tem muito o que melhorar. O serviço de coleta de esgoto atinge menos da metade da população, 40,75%.

Metade dos 10 municípios com os mais baixos indicadores de água tratada está na Região Norte.  A capital do Acre, Rio Branco, tem 50,21% da população atendida por água tratada, índice que recua para 45,34% em Santarém, e para 36,92% em Macapá. Em Porto Velho um terço da população, exatos 31,43%, dispõe de água tratada e em Ananindeua esse porcentual é ainda mais baixo, de 26,89%. 

"Mais preocupante que os péssimos indicadores de água e esgotos nessas cidades em 2014 é saber que as mesmas cidades já constavam entre as piores do País nos últimos cinco anos. Isso demonstra que apesar das notícias e do alerta feito pelo Ranking, não tem havido avanços significativos há muito tempo e, a se manter o descaso atual, o cidadão da região continuará sofrendo com doenças e poluição", afirma o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Edison Carlos.  

A perda de água no processo de distribuição (quanto do volume produzido é efetivamente consumido pela população) - é grave.  Em Macapá esse indicador atinge 77,35%, muito acima da média entre as 100 cidades, que é 38,34%. Na cidade de Porto Velho, a perda é de 70,72%, em Rio Branco, de 61,53% e em Manaus, 49,28%.

O impacto social do baixo tratamento dos esgotos está principalmente nas doenças transmitidas pela água poluída, em especial as crianças pequenas. São as diarreias, hepatite A, verminoses, esquistossomose, leptospirose e dermatites. Aliada a essas doenças mais "antigas", agora os especialistas alertam para novos focos do mosquito Aedes aegypti nestas águas sujas. Já o impacto ambiental, que está ligado, é a grande poluição de nossos rios, reservatórios e praias.

Sobre o estudo:

O "Ranking do Saneamento nas 100 Maiores Cidades" mostra a lentidão dos avanços nas maiores cidades brasileiras.  Em 2014, os 100 maiores municípios investiram quase R$ 6 bilhões dos R$ 12 bi gastos no país e as 20 melhores cidades investiram o dobro das 20 piores.

Histórico:

Desde 2009, o Instituto Trata Brasil divulga seu tradicional "Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades", sempre com base nos dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS). Os números são informados pelas próprias empresas operadoras de água e esgotos dos municípios brasileiros ao Governo Federal, portanto, são números oficiais das próprias cidades.

Nova metodologia do Ranking a partir de 2016

Em média, a cada quatro anos o Trata Brasil faz uma revisão dos critérios e indicadores usados no Ranking, especialmente após ouvir autoridades e entidades ligadas ao meio ambiente e ao setor de saneamento. O objetivo é aperfeiçoar o Ranking com indicadores que espelhem melhor os avanços dos sistemas de água e esgotos nas grandes cidades do país. O estudo é feito em conjunto com nosso parceiro técnico, a GO Associados, o Dr. Gesner Oliveira, Dr. Pedro Scazufca e equipes.

Nesta nova metodologia foram consultadas instituições relevantes para o setor, dentre elas a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades (SNSA/MCID); Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES); Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (AESBE); Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae); Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON); Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (SINDCON); as empresas de saneamento básico Sabesp, Copasa, Sanepar, Corsan, Sanasa (Campinas), DMAE (Uberlândia), as concessionárias AEGEA e Odebrecht Ambiental, além de especialistas independentes.

Dentre as principais alterações na metodologia, ressaltamos a inclusão dos indicadores urbanos para o atendimento de água e coleta e do indicador de perdas de água na distribuição. Os indicadores de investimentos e arrecadação agora consideram a soma dos últimos 5 anos, ao invés apenas do ano em análise (2014), para ter uma ideia melhor do esforço das cidades com o saneamento ao longo do tempo.

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