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“Eles não são santos”, diz Procurador da República sobre prisão de índios

“Eles não são santos”, diz Procurador da República sobre prisão de índios

DA REDAÇÃO

10 de Dezembro de 2015 às 14:42

“Eles não são santos”, diz Procurador da República sobre prisão de índios

FOTO: (Divulgação)

 O procurador da República em Rondônia, Reginaldo Trindade, comentou nesta quinta-feira (10) pela primeira vez, a prisão dos índios  Marcelo Cinta Larga e Nacoça Pio Cinta Larga, detidos na última terça-feira pela Polícia Federal a mando da justiça, por estarem envolvidos com a exploração ilegal de diamantes na reserva Roosevelt, em Espigão do Oeste.

Trindade disse que o trabalho que desenvolve á frente do MPF/RO é de defesa dos índios, e destacou que a prisão dos indígenas foi resultado de um trabalho que teve á frente o núcleo do MPF em Vilhena, e disse que os índios são mais vítimas do que infratores neste processo.

O que eu posso dizer a respeito disso, é que os índios, embora não sejam santos, ninguém de nós é, eles são muito mais vítimas do que infratores nesse processo todo. Então é muito pequeno e até ilegítimo, injusto mesmo, querer reduzir tudo ao discurso de que os índios não prestam, de que os índios estão comprometidos todos eles com a garimpagem ilegal e etc... então a questão é muito mais ilegal que aparenta”, observou.

O procurador fez questão de enfatizar que há muito tempo vem defendendo que as poucas lideranças envolvidas essa exploração ilegal, sejam ajudadas, ao invés de repreendidas.

Essas lideranças estão absolutamente acuadas. O povo cinta larga é um povo acuado. O único paradigma deles é: esperar por um socorro do governo brasileiro que nunca vem, ou do contrário, se deixar seduzir por essas propostas, esse assédio terrível que o crime organizado como um todo tem praticado contra o povo cinta larga”, disse ele.

As duas lideranças indígenas, outros sete indigenas e dois 'não indios' tiveram a prisão decretada. Dois dos alvos não foram localizados e são considerados foragidos. Todos estão envolvidos com a exploração ilegal de diamantes na reserva dos Cinta Larga. Os caciques foram presos durante a operação Crátons, desencadeada a partir de um desdobramento da operação Lava Jato.

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