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Uso do canabidiol no tratamento da epilepsia é promissor

Uso do canabidiol no tratamento da epilepsia é promissor

DA REDAÇÃO

27 de Março de 2015 às 16:23

Uso do canabidiol no tratamento da epilepsia é promissor

FOTO: (Divulgação)

Ao palestrar durante o XIII Encontro Nacional de Epilepsia, realizado nesta sexta-feira (27/3/15), em Porto Velho, a médica neurologista do Estado do

Paraná, Ana Crystina Crippa, afirmou que o uso do canabidiol no tratamento da epilepsia pode ser classificado como promissor. A substância, encontrada na maconha, tem sido utilizada como medicação para casos de epilepsias chamadas refratárias, de difícil controle, e síndromes de Dravet, Droose e Lennox Gastaut. O uso do canabidiol já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como produto médico importado, o que põe o Brasil à frente de outros países no tratamento da epilepsia.

A palestra da neurologista marcou a abertura do XIII Encontro Nacional de Epilepsia (Epibrasil), realizado na Capital, com o apoio do Ministério Público de Rondônia, por meio do Centro de Apoio Operacional da Saúde (CAOP-Saúde).

Ao fazer uso da palavra, a médica explicou que o componente canabidiol, encontrado em maior quantidade em um tipo específico de maconha, a Canabbis, age em receptores  do cérebro onde antiepiléticos tradicionais não atuam. Ela afirmou que a medicação, no entanto, carece de ajustes científicos, sendo a Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, o maior centro de pesquisa da substância no país.

Durante sua participação, Ana Crystina Crippa falou da importante atuação da Anvisa na criação de mecanismos de controle no fornecimento do canabidiol no Brasil. Na oportunidade, ela apresentou os produtos já disponibilizados pela indústria farmacêutica e suas composições.

Ao finalizar a palestra, a médica alertou  para uso artesanal da maconha no tratamento da epilepsia. “É importante que as pessoas saibam que o canabidiol não é maconha. Ele é um dos 400 componentes que constituem a planta”, disse. Como forma de evitar equívocos no tratamento, a neurologista ressaltou que, a longo prazo, o uso da maconha causa efeitos tóxicos a funções cerebrais. “Por isso, o consumo da maconha triturada, como alguns vêm fazendo, não é recomendado porque assim o doente absorve outros componentes da planta e não apenas aquele que o fará obter melhora”.

Homenagem

O Procurador-Geral de Justiça, Héverton Alves de Aguiar, foi homenageado durante a solenidade de abertura do XIII Encontro Nacional de Epilepsia, realizado nesta sexta, no auditório do Tribunal de Contas do Estado. Na ocasião, o chefe do Ministério Público recebeu do Procurador de Justiça Edmilson José de Matos Fonsêca, coordenador do evento, uma placa honrosa pela contribuição dada à mobilização em favor das pessoas com epilepsia.

Ao agradecer, o Procurador-Geral falou da importância da realização do Encontro, como oportunidade para promover a luta contra o preconceito e a inclusão. “Todas as questões que serão debatidas aqui hoje serão tratadas de uma forma aberta e simples. Este é o caminho para a inclusão”, afirmou, lembrando que o MPRO tem em seu Plano Geral de Atuação o projeto “Epilepsia em Debate na Sociedade'. “A luta em favor das pessoas epilepsia é para nós hoje uma questão institucional”.

A presidente da Federação Brasileira de Associações de Apoio a Pacientes Portadores de Epilepsia  (Epibrasil), Maria Carolina Doretto, também agradeceu o apoio do Ministério Público de Rondônia ao evento e falou da força que mobilizações dessa natureza têm alcançado no Estado. “Rondônia é hoje o estado com maior número de movimentos voltados a essa fatia da sociedade”, afirmou.

Maria Carolina Doretto presidiu a mesa de honra do evento, que teve a presença do chefe do MPRO, Héverton Alves de Aguiar, do Procurador de Justiça Edmilson Fonsêca, que coordenou a realização do Encontro Nacional de Epilepsia em Porto Velho, e da  Diretora do Centro de Apoio Operacional da Saúde, Promotora de Justiça Emília Oiye.

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