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Governo dá início a desapropriação da fazenda Rio Branco II

A Superintendência Estadual do Incra em Rondônia aguarda a emissão de posse, a liberação dos recursos e o lançamento do título de dívida agrária da fazenda Rio Branco II para assentar 116 famílias.

DA REDAÇÃO

16 de Janeiro de 2015 às 08:30

Governo dá início a desapropriação da fazenda Rio Branco II

FOTO: (Divulgação)

A Superintendência Estadual do Incra em Rondônia aguarda a emissão de posse, a liberação dos recursos e o lançamento do título de dívida agrária da fazenda Rio Branco II para assentar 116 famílias.

 A fazenda foi desapropriada em 30 de dezembro de 2014, pela presidenta Dilma Rousseff. Tem área de 1,7 mil hectares, fica próxima a cidade e será utilizada para cultivo de hortifrutigranjeiros.

O imóvel rural pertencia a Hugo Frei, um dos maiores produtores de cacau do Estado nos anos 1980. Segundo o chefe de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Reassentamentos do Incra em Rondônia, José Ribeiro Cunha, as famílias contempladas possivelmente desenharão novo cenário na região do Vale do Jamari, também conhecido por casos de violência no campo.

O Vale do Jamari levou o governador Confúcio Moura a defender mudança na forma de distribuição de terras, durante o seu primeiro mandato, quando foi recebido em audiência em Brasília pelo então ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e pelo presidente do Incra, Celso Alvarenga. Na ocasião, o governador advertia: “A reforma agrária precisa ser feita de baixo para cima e não ao contrário”.

“Temos que acabar com a cultura de adquirir terra nos confins das matas e jogar as famílias sem estradas, longe de escolas e de recursos de saúde. O Estado pode localizar áreas próximas das cidades, de escolas, de transporte, enfim, de uma infraestrutura mínima que garanta o sucesso do assentado”, afirmava o governador.

Naquela ocasião, Confúcio convocava a todos a buscar o fim dos conflitos: “Acabar com as mortes, desarmar o espírito e a cintura”. Lembrava o governador que Rondônia: “Já nos expusemos demais aos conflitos da vida e não vamos escrever com o sangue derramado a omissão do Estado”.

 

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