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Arom pede providências à presidente Dilma e explicações sobre enchentes

Arom pede providências à presidente Dilma e explicações sobre enchentes

DA REDAÇÃO

13 de Fevereiro de 2014 às 14:47

Arom pede providências à presidente Dilma e explicações sobre enchentes

FOTO: (Divulgação)

Representando todos os prefeitos, a Associação Rondoniense de Municípios –Arom, oficiou, em caráter de urgência, um pedido de providências à presidente da República, Dilma Rousseff. No documento enviado na manhã desta quinta-feira (13), a entidade pede ação efetiva das estruturas das Forças Armadas do País, para garantir trafegabilidade nas rodovias federais BRs 364 e 425, que ligam os estados de Rondônia e Acre e dão acesso aos municípios de Guajará Mirim e Nova Mamoré. A medida, se atendida, servirá para tirar famílias do isolamento e transportar doentes e idosos.
A Municipalidade rondoniense também pede que a presidente Dilma determine às agências responsáveis pelos setores pertinentes e aos representantes dos consórcios construtores das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, que venham a público, em cadeia nacional, expor a real situação. Isso porque, conforme explicou o presidente da Arom, prefeito Vitorino Cherque, “o avanço dos alagamentos nos leva a acreditar numa iminente ocorrência de uma tragédia de grande magnitude, conforme vemos em boatos. Por isso, exigimos um posicionamento, para que possamos tranquilizar a população de nosso estado”.
Para a Arom, Rondônia merece esclarecimentos acerca das enchentes, principalmente, no que diz respeito à mudança de comportamento do rio Madeira, devido aos dois grandes empreendimentos energéticos. O presidente da associação ressaltou que as informações obtidas pelos moradores de Porto Velho e região são não oficiais e que, o assunto tem provocado desespero. No ofício à presidente Dilma, Vitorino informa que nove cidades ribeirinhas e distritos estão em estado de alerta desde o último dia 08 de fevereiro e que nove bairros da capital já foram atingidos pelas águas e dezenas de famílias já estão desabrigadas, conforme levantamento feito pela Defesa Civil.
A Arom também informou à presidente da República que o governo do estado de Rondônia e os gestores dos municípios atingidos já tomaram as medidas de seu alcance administrativo. Entretanto, a situação requer auxílio do governo federal, para evitar maiores perdas e desconfortos que venham a ser gerados pelas enchentes. No documento oficial, a associação ressalta, por exemplo, que o complexo turístico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré já se encontra com grande parte isolada. No pedido de urgência, a entidade também avisa que as pontes nas proximidades do distrito de Jaci-Parnaná e região de Araras, estão submersas.
Segundo a associação dos municípios, os prefeitos estão preocupados com a questão em alerta para possível agravamento da situação, que já se encontra caótica. É que, o período chuvoso de Rondônia ainda deve se estender até o final do mês de março. Dessa forma, o volume das águas do rio Madeira deve se elevar naturalmente. Somando-se a isso, há também, enchentes advindas dos rios afluentes do Madeira e do país visinho. Neste sentido a Arom cobra informações e garantias de que os reservatórios das usinas realmente devem suportar o acúmulo de água.

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