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Sebrae realiza palestras sobre melhoramento genético de gado na Amazônia e mercado bovino

Sebrae realiza palestras sobre melhoramento genético de gado na Amazônia e mercado bovino

DA REDAÇÃO

9 de Outubro de 2013 às 08:51

Sebrae realiza palestras sobre melhoramento genético de gado na Amazônia e mercado bovino

FOTO: (Divulgação)

O aumento da produtividade e redução de custos por meio do uso da tecnologia são estratégias essenciais para o crescimento da lucratividade no campo da pecuária, principalmente em um Estado como Rondônia, que ocupa a quinta posição no ranking nacional de rebanho bovino, o maior da região Norte, atrás somente do Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e São Paulo. As palestras organizadas pelo Sebrae para a Expopib, como evento da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2013, abordaram dois importantes pontos da cadeira produtiva da pecuária, que é o melhoramento genético para o aumento da produtividade e análises de tendências do mercado do boi gordo.

O pesquisador de bioinformática e melhoramento genético da Embrapa, Marcos Vinícius Barbosa da Silva, explicou que a seleção das características das raças para cada criação depende dos objetivos do criador para o seu rebanho. Esses podem ser alta taxa de reprodução, produção de leite com percentagens comerciais de gordura e proteína no leite ou, por exemplo, vacas que tenham mais resistência à mastite. Essa doença causa grandes prejuízos aos produtores de leite devido ao fato do descarte do leite em indivíduos afetados pela inflamação da glândula mamária.

Outras características que podem ser observadas na escolha dos cruzamentos para a formação do rebanho bovino em uma propriedade é a seleção de indivíduos, bois ou vacas, que tenham resistência a carrapatos e outros parasitas. Essa seleção pode ser realizada por meio da escolha de sêmen com indivíduos que tenham as características desejadas para enxerto em matrizes com carga de DNA que também tenham boas chances de reprodução com as características desejadas pelo produtor.

Segundo Barbosa já foram desenvolvidas muitas tecnologias, por meio de pesquisas da Embrapa, que estão disponíveis para aplicação, mas devido à falta de assistência técnica esses conhecimentos não chegam a ser empregados pelos produtores e afirmou “É preciso existir um maior nível de profissionalização dentro da cadeia de melhoramento genético. Muitos produtores, por exemplo, vendem o sêmen sem ter conhecimento aprofundado das características genéticas que esse contem.”. Na oportunidade o pesquisador comentou sobre o projeto Progênie, do

Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL), integrante do projeto Otimização do Ganho Genético em Rebanhos Zebus Leiteiros, um trabalho executado pela Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora. Para realização de testes a Embrapa procura rebanhos colaboradores em diversas regiões brasileiras para a distribuição gratuita de sêmen de gado girolando. O objetivo é observar as características do rebanho testado nas diferentes regiões. Em contrapartida o produtor tem apenas que se comprometer a não comercializar a vaca até o término da primeira lactação.

Mercado boi gordo

De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), em 2012 Rondônia exportou 92 mil toneladas de carne bovina, o que indica um crescimento de 84% em comparação a 2011, quando 49.949 toneladas foram destinadas ao mercado externo. O faturamento saltou de US$ 211.695 milhões para US$ 384.420 milhões. Apesar desses números expressivos, ssegundo o palestrante Gustavo Aguiar, em sua palestra.

“Mercado do boi gordo: análise de mercado e tendências”, o mercado interno brasileiro ainda é responsável pelo consumo de 85% da carne produzida no Brasil. Os demais 15% são exportados para uma cartela de clientes internacionais da qual 70% dos compradores são os países Rússia, Egito, Oriente Médio, Venezuela e Hong Kong. “Essa reduzida cartela de clientes não é interessante para as exportações de carne bovina brasileira, tendo em vista que um número pequeno de clientes fragiliza as vendas.”, esclareceu.

Outro aspecto importante abordado pelo palestrante é a necessidade melhoria na gestão das propriedades rurais para a redução de custos por meio do aumento da produtividade. Segundo Aguiar a atual situação da média brasileira de produtividade das propriedades pecuaristas é de 30% de um patamar que pode alcançar, pelo menos, 90% de produtividade em ralação a um teto de 100%. “A produtividade aumenta o lucro do produtor, pois eles cobrem os custos fixos com uma margem maior de lucratividade. Um exemplo disso é a percepção de que entre 1994 e 2013 os custos com o salário mínimo aumentaram 946,5% ao passo que a arroba do boi gordo subiu 353,7%.  

 

 

 

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