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GREVE - Situação dentro dos presídios começa a ficar insustentável e presos fazem ameaças

Dentro das celas o clima está insustentável, com a falta de agentes as visitas foram suspensas. Foram encontrados vários túneis interligando todas as celas do pavilhão B5.

DA REDAÇÃO

7 de Maio de 2013 às 15:42

GREVE - Situação dentro dos presídios começa a ficar insustentável e presos fazem ameaças

FOTO: (Divulgação)

Agentes reivindicam implementação do PCCS da categoria.
Em greve há quase uma semana, os serviços desempenhados pelos Agentes Penitenciários do Estado de Rondônia vem fazendo falta dentro dos presídios e trazendo enormes prejuízos aos cofres e a segurança pública do estado.
Dentro do presídio apenas 70% dos agentes ainda realizam as atividades, isso devido uma determinação judicial, porém, com um numero insuficiente de servidores trabalhando mesmo com o quadro completo, uma baixa de 30% de agentes nos corredores dos presídios de Rondônia causa uma enorme diferença e deixa lacunas para ações dos detentos.
Segundo informações atualmente existem 12 Agentes Penitenciários tomando conta de pavilhão com 600 detentos. Ao lado de fora do pavilhão, um grupamento de aproximadamente oito policiais militares.
Os policiais da COE (Companhia de Operações Especiais) assumem a segurança durante o banho de sol dos presidiários. Na manhã desta última segunda-feira (7) durante uma revista realizada pelos agentes nas celas dos detentos enquanto eles estavam no pátio, foram encontrados vários túneis interligando todas as celas do pavilhão B5 do presídio Urso Branco.
Um túnel maior levava os detentos ate a área conhecida como “motel, local onde são realizadas as visitas intimas, esse local já estava próximo a saída do presídio.
Dentro das celas o clima está insustentável, com a falta de agentes as visitas foram suspensas por não poderem garantir a segurança de todos, os detentos começam a ameaçar os agentes afirmando que caso no próximo final de semana não aconteça a visitação eles realizariam um motim.
Enquanto isso o sindicato exige que o Governo de Rondônia aprove em urgência o projeto de implementação do PCCS para a categoria. O governador vem se mostrando apático às reivindicações e ao que tudo indica afirma estar realizando a solicitação dos agentes, porém, no tempo em que achar oportuno.
Impedidos de entrarem nos presídios o sindicato da categoria e os agentes grevistas continuam aguardando uma resposta positiva do poder executivo. Porém, o governador Confúcio Moura já demonstrou em várias oportunidades não ser flexível com grevistas em sua gestão.
Assim foi com a Polícia Civil de Rondônia, que entrou em greve, porém até o momento não teve seu pedido de PCCS atendido.
A SEJUS (Secretaria de Justiça de Rondônia) garante através de nota à imprensa de que os presídios estão bem guardados. Mas, segundo informações a situação é outra e caso governo e categoria não entrem em um consenso, os presídios de Porto Velho novamente poderão entrar em colapso.
A negociação ao que tudo indica será o caminho mais viável para o fim da paralisação, porém, precisa ser realizada com urgência.

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