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Porto planeja exportação de algodão por Porto Velho

Porto planeja exportação de algodão por Porto Velho

DA REDAÇÃO

30 de Janeiro de 2013 às 17:43

Porto planeja exportação de algodão por Porto Velho

FOTO: (Divulgação)

Desde sua implantação, há quase três décadas, o Porto Organizado de Porto Velho tem tido fundamental importância na exportação e importação dos mais distintos produtos, através do Rio Madeira. Dotado de grande capacidade operacional, o porto transporta uma extensa gama de cargas, de grãos a peças de grande porte como as utilizadas nas usinas hidrelétricas em construção no Estado. Conforme levantamento realizado pela Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), no ano passado, o volume de exportações chegou a mais de 3,5 milhões de toneladas. Agora, impulsionado pelo aumento da produtividade do algodão em todo País em 2012, que permitiu ao Brasil ser o 30 maior exportador mundial do produto com um crescimento de 32,3% em relação a 2011, a diretoria da Soph planeja realizar um estudo de viabilidade técnica para a exportação do algodão.
Para tanto, o diretor-presidente da Soph, Ricardo Sá, tem se reunido com empresários que lidam com transporte de carga, secretários do governo do Estado que atuam no setor do agronegócio e produtores rurais. As discussões se embasam na logística e custos de transporte do algodão produzido em Mato Grosso, por exemplo, que hoje é responsável por 50% de toda produção nacional e que escoa o produto para os portos de Paranaguá e Santos. “A ideia é fazer os investimentos necessários para que o Porto Organizado de Porto Velho seja uma nova e viável alternativa de transporte, levando em consideração os gargalos de sobrecarga, apresentados principalmente no porto de Santos, responsável por exportar 90% da produção algodão de todo País”, enfatizou Sá.
Para analisar a viabilidade dessa exportação, via Porto de Porto Velho, o primeiro passo foi trazer o engenheiro agrônomo Norberto Gonçalves de Abreu, especialista emcotonicultura (cultura do algodão) para realizar uma consultoria para implantação deste projeto. Uma avaliação preliminar do engenheiro foi a de que “Rondônia é um diamante que precisa ser lapidado”, comentou Norberto Abreu sobre as potencialidades do Estado, principalmente no que se refere à localização privilegiada proporcionada pelo Rio Madeira. “Penso que o grande divisor da economia de Porto Velho é o Porto Organizado da Capital. O produtor de Rondônia tem medo de produzir porque não tem logística. Com os investimentos adequados, isso não será mais problema”, destacou.
Alternativa
O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri), Evandro Padovani, acredita que a produção de algodão em Rondônia será uma consequência natural, caso a exportação do produto seja, de fato, implantada no Porto da Capital. “Nós temos clima, nós temos solo e já tivemos experiência com o plantio desta cultura no Cone Sul do Estado e a produtividade foi excelente. Com certeza será mais uma alternativa de diversificação da nossa agricultura, inclusive com perspectivas de investimentos futuros em cooperativismo e industrialização do produto”, completou.
Otimismo
Os empresáriosdo setor também se mostraram otimistas e destacaram que Rondônia apresenta uma grande vantagem em relação a Santos, por exemplo, que é justamente o período extenso de seca, fator que favorece a estocagem do algodão a céu aberto porque diminui o risco de incêndios nos fardos de algodão, já que o produto é de fácil combustão.
Outra vantagem evidenciada pelos empresários é a disponibilização de contêineres. “Existem seis companhias de navegação que trazem produtos da China para Manaus toda semana. Esses contêineres voltam vazios para a Ásia. Portanto, poderíamos negociar um menor custo de frete”, disse o empresário Gilberto Maciel da Costa, da NC Transportes.
Já Marcílio Carvalho, da empresa SC Transportes, destacou o fato das balsas trabalharem em qualquer período, inclusive no período de estiagem. “A seca do rio não é um problema. Já estamos acostumados e sabemos lidar com isso”, enfatizou.
Parque Industrial
Por último, Emerson Castro, secretário de desenvolvimento Social do Governo de Rondônia, apoiou a iniciativa da Soph e das empresas de transporte de cargas em buscar meios de exportar algodão e contribuir para o fomento da economia do Estado. “Nossa colaboração será doar uma área no parque industrial de Porto Velho para acomodação e estocagem de contêineres”, disse Castro.
“Nós iremos protocolar um pedido de doação nos próximos dias. Tão logo seja doado a Soph, o local será considerado como área de expansão (ampliação de área alfandegada) do porto, o que irá permitir uma operacionalização com maior qualidade e ainda mais segura”, finalizou Ricardo Sá.

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