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Homem espera cirurgia no hospital João Paulo II há mais de 50 dias

Homem espera cirurgia no hospital João Paulo II há mais de 50 dias

DA REDAÇÃO

1 de Junho de 2011 às 15:15

Homem espera cirurgia no hospital João Paulo II há mais de 50 dias

FOTO: (Divulgação)

O retrato do que é a saúde pública em Rondônia pode ser explicitado na situação relatada por Salomão Pereira de Oliveira, 37 anos, um cidadão rondoniense que sofreu uma tentativa de homicídio enquanto dirigia seu carro no dia 08 de abril de 2011.
Salomão foi alvejado com seis tiros de arma calibre .40, sofreu várias fraturas em seu braço, no dia do atentado ele recebeu os serviços de primeiros socorros de urgência no Hospital João Paulo II. Devido à gravidade de suas lesões, Salomão teria que fazer uma cirurgia reparatória em seu braço, porém teria de esperar alguns dias, pois havia uma fila de pacientes esperando o procedimento cirúrgico bem antes de seu encaminhamento.
Um mês havia se passado, e nada de Salomão realizar sua cirurgia, enquanto isso permanecia internado, porém uma oportunidade surgiu, como não tinha jeito de realizar a cirurgia em Porto Velho, Salomão e mais dez pacientes foram encaminhados para a cidade de Ji-Paraná para finalmente realizar a operação.
Chegando a Ji-Paraná, a situação parecia que enfim se resolveria, porém a saga de Salomão estava apenas começando, incrivelmente o médico que atendeu Salomão em Ji-Paraná, afirmou que não havia necessidade de cirurgia e deu alta para ele.
Voltando a Porto Velho, Salomão foi até o hospital João Paulo II e mostrou sua situação informando que o médico havia lhe dado alta hospitalar, porém ao examinarem Salomão novamente constataram a extrema necessidade da realização de uma cirurgia, e mais uma vez ele foi internado.
Hoje, faz 55 dias desde a entrada de Salomão no hospital João Paulo II, e a expectativa de conseguir realizar a tão necessária cirurgia parece continuar distante, ele ainda sequer teve uma data agendada e continua pelos corredores esperando ser chamada, cena de um dos hospitais mais caóticos do Brasil.

Ao final dessa matéria tentamos entrar em contato com algum responsável por essa questão no Hospital João Paulo II, porém após várias ligações e de transferir a ligação para várias pessoas, nenhuma informação foi passada.

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