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Lacen capacita bioquímicos e técnicos para diagnóstico de Hanseníase

Lacen capacita bioquímicos e técnicos para diagnóstico de Hanseníase

DA REDAÇÃO

2 de Dezembro de 2009 às 15:53

Lacen capacita bioquímicos e técnicos para diagnóstico de Hanseníase

FOTO: (Divulgação)

Até sexta-feira (04/12), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) capacita bioquímicos e técnicos em baciloscopia da hanseníase, da capital e do interior. O treinamento, que começou nesta quarta feira (02/12) no auditório do Laboratório Central de Rondônia – Lacen –, tem como objetivo habilitar profissionais que atuam em laboratórios na capital e demais municípios à realização de exames para diagnostico da doença.

 

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Marlene Salete dos Santos, os participantes receberão, nos três dias de treinamento, noções teóricas e práticas. “Estamos colocando a estrutura do laboratório à disposição dos profissionais, que terão a oportunidade de receberem ensinamentos práticos, como coleta de material, e análise de lâmina”. As atividades práticas serão coordenadas pela bioquímica Daniela Maria Bezerra, pertencente ao quadro do Lacen. Ela abordará ainda diagnóstico, que consiste, principalmente, na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos; e exames laboratoriais, como biópsia, podem ser necessários.

 

“Estamos investindo maciçamente na qualificação desses profissionais, visando proporcionar à população do Estado um atendimento de qualidade”, afirmou a secretária-adjunta da Sesau, Débora Rodrigues.

 

Conteúdo programático

 

Conforme a coordenadora Marlene Salete, os temas que estão sendo abordados são os seguintes: Epidemiologia da Hanseníase; Classificação das Formas da Hanseníase; Técnica para a Coleta de Material; Método de Fixação e Coloração; leitura de bacilo e Microscopia óptica; e Índice de Baciloscopia.

 

O Estado de Rondônia está classificado como hiper endêmico pelo Ministério da Saúde. Em 2008 foram registrados 1050 casos de Hanseníase. Neste ano, segundo a coordenadora do Programa Estadual de Hanseníase, em percentuais tabulados até o mês de novembro, foram detectados aproximadamente 900 casos. “Os números exatos de ocorrência da doença só será fechado no ultimo dia do mês de dezembro”, esclareceu ela, ressaltando que existem casos que não são notificados por causas diversas.

 

A doença

 

A doença é capaz de contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado. Entretanto, segundo a organização Mundial de Saúde, a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e não desenvolve a doença. Aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas. Este dura até aproximadamente um ano e o paciente pode ser completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Assim, buscar auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução da doença e a contaminação de outras pessoas.

Tratamento e distribuição de remédios são gratuitos e, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, em face do estigma que esta doença tem, não é necessário o isolamento do paciente. Aliás, a presença de amigos e familiares é fundamental para sua cura.

Durante este tempo, o hanseniano pode desenvolver suas atividades normais, sem restrições. Entretanto, reações adversas ao medicamento podem ocorrer e, nestes casos, é necessário buscar auxílio médico.



 

 

 

 

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