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Representante do programa "Rondônia Estado Natural da Pecuária" participa de seminário realizado pela Sociedade Rural Brasileira

Representante do programa "Rondônia Estado Natural da Pecuária" participa de seminário realizado pela Sociedade Rural Brasileira

DA REDAÇÃO

27 de Novembro de 2009 às 11:01

Representante do programa "Rondônia Estado Natural da Pecuária" participa de seminário realizado pela Sociedade Rural Brasileira

FOTO: (Divulgação)

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) promoveu nesta quinta-feira, 26 de novembro, em sua sede na capital paulista, o seminário "Sustentabilidade na Pecuária de Corte". O evento integra o ciclo de debates "SRB 90 anos", completados em 2009. Para desenvolver o tema, a entidade convidou o Conselheiro da ABNP, Francisco Vila; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, Carlos Xavier; o diretor da Assessoria Técnica da Secretaria de Agricultura de SP, Airton Ghiberti e o consultor do programa "Rondônia, Estado Natural da Pecuária", Roberto Grecellé. A abertura foi feita pelo presidente da SRB, Cesário Ramalho da Silva.
 
Francisco Vila iniciou os trabalhos apresentando os conceitos históricos e geográficos da sustentabilidade. Para o consultor, neste momento o Brasil deve se preocupar fundamentalmente com a gestão da riqueza de seus recursos naturais. "A questão é mais econômica do que ambiental. Neste sentido, é necessário fazer um rearranjo da ocupação da terra no Brasil", sugere.
Para bovinocultura de corte, Francisco propõe uma redução no rebanho nacional para 150 milhões de cabeças, diminuir de 175 milhões de hectares para 100 milhões/ha a área de pastagens e, através de melhoramento genético e do confinamento, aumentar o abate de 40 milhões para 50 milhões por ano. "Com este rearranjo, a pecuária poderá crescer liberando 75 milhões/ha para agricultura e floresta", acredita o consultor.
 
Nesta linha, Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), apresentou o Projeto Preservar Desmatamento Zero - "Pacto da Sociedade Paraense para Consolidação da Fronteira Aberta". O projeto, desenvolvido através de uma proposta do Instituto Alerta Pará (www.alertapara.com.br), busca o compromisso de desmatamento zero e adequação às legislações ambientais, trabalhistas e ecológicas.
 
Um dos pontos do projeto é reconverter 11 milhões/ha de pasto, sendo distribuidos 4 milhões para florestas, 3 milhões para produção de grãos, além de outros 3 milhões para produção de palmáceas, como a pupunha, dendê e côco. Atualmente, a pecuária paraense ocupa 27 milhões de hectares, com uma capacidade de suporte de 0,5UA/ha/ano. "Nos 16 milhões de hectares de pastagens restantes pretendemos dar um "choque tecnológico", através de investimentos em pastejo rotacionado intensivo, passando para 4UA/ha/ano e uma produção média de 720kg/ha/ano de carne", revelou o dirigente.

Ao final das apresentações, o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB-SP), intermediou um debate entre os palestrantes, produtores rurais, técnicos e autoridades presentes no evento. O parlamentar destacou a participação do Brasil na "15ª. Conferência das Partes sobre o Clima" (COP-15), que será realizada nos dias 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, capital da Dinamarca. 

"Este é o momento do País marcar posição firme no debate ambiental, valorizando os avanços da agropecuária nacional e sua importância para o resto do mundo", disse Duarte Nogueira. No entanto, o deputado fez um alerta: "Como o produtor rural pode investir na sustentabilidade em um cenário de produtividade crescente e preços em queda?".

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