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Porto Velho: cidade atormentada – Por Valdemir Caldas

Porto Velho: cidade atormentada – Por Valdemir Caldas

DA REDAÇÃO

4 de Novembro de 2009 às 09:27

Porto Velho: cidade atormentada – Por Valdemir Caldas

FOTO: (Divulgação)

O clima de insegurança, na capital portovelhense, tomou dimensão assustadora. Não há como fugir do tema. Pelo contrário, é preciso buscar soluções urgentes para o banditismo que atormenta a população e transformou Porto Velho numa cidade onde quem fala mais alto é a boca do revólver, e não o direito ou a justiça.
 
Mata-se como a mesma facilidade com que se descarta um papel inútil. Em qualquer esquina, o cidadão pode perder a vida em troca de alguns caraminguás. Ir ao caixa eletrônico, sobretudo à noite, ou nos finais de semana, a qualquer hora do dia, é pedir para ser assaltado. Foi-se o tempo em que se podia dormir de janelas abertas para aproveitar a aragem da madrugada. Hoje, conversar, à noite, na calçada, nem pensar.
 
É difícil, admitir, mas o que vem ocorrendo na cidade de Porto Velho é a expressão da falência da autoridade na área da segurança pública. O governo do estado até que tem investido em equipamentos e na contratação de pessoal, mas é preciso avançar mais. A situação atual transforma todo e qualquer cidadão numa vítima em potencial dos bandidos, os quais estão cada vez mais bem armados e articulados.
 
O petismo incentivou o crescimento demográfico, com a construção das usinas, agora, precisa parar com a política de segurança de faz-de-conta e ajudar o governo do estado com mais recursos, para investir não somente na compra de viaturas e armamentos, mas, também, na qualificação e melhoria salarial dos policiais. Frases plastificadas, como as que foram ditas pelo secretário de estado da segurança, durante sessão especial, realizada no plenário da Câmara Municipal de Porto Velho, para tratar sobre a violência, só convencem, mesmo, os incautos.
 
É claro que a violência não é um problema restrito apenas à cidade de Porto Velho. Repare-se o que vem ocorrendo no Rio de Janeiro, por exemplo. O momento exige novas posturas para que a sociedade possa enfrentar esse drama, com equilíbrio.
 
É ilusão acreditar, contudo, que a simples mudança de nomenclaturas de órgãos ou a troca de distritos policiais da zona leste por bases da polícia militar vão ajudar a reduzir os elevados índices de criminalidade naquela populosa e importante área da cidade.
 
A possível transferência do 8º DP (bairro JK I) para as instalações da UNISP (Nova Porto Velho), por exemplo, não agradou moradores do local e adjacências, que estão preparando um abaixo-assinado, pedindo ao governador Ivo Cassol a permanência daquela unidade policial, cujo trabalho (na pessoa do delegado Figueiredo, policiais civis, agentes e servidores em geral) é digno dos melhores encômios.
 

Por isso, merece repúdio a iniciativa. É sabido que o crime é um fenômeno social. Extirpá-lo do nosso meio é tarefa impossível. Entretanto, isso não quer dizer que não devemos enfrentá-lo com todas as armas disponíveis, a começar pela adoção de políticas públicas e a presença das policias nas ruas.

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