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FABRICANDO BOLAS - Projeto Pintando a Liberdade completa 10 anos neste mês

FABRICANDO BOLAS - Projeto Pintando a Liberdade completa 10 anos neste mês

DA REDAÇÃO

5 de Outubro de 2009 às 16:58

FABRICANDO BOLAS - Projeto Pintando a Liberdade completa 10 anos neste mês

FOTO: (Divulgação)

A fábrica de bolas da penitenciária Ênio Pinheiro, fruto do projeto Pintando a Liberdade, completa neste mês de outubro 10 anos. A fábrica não produz apenas bolas, mas principalmente esperança. Nela, além das mais de 500 bolas confeccionadas por mês e distribuídas para escolas públicas, unidades prisionais do Estado e instituições sem fins lucrativos, hoje, aproximadamente, 80 presos participam diretamente da produção. Os presos que trabalham recebem o benefício da remissão de pena e um salário mínimo por mês. Em muitos casos, é com esse salário que o preso mantém sua família. “Tenho quatro filhos e esposa e é com o dinheiro que recebo aqui na fábrica que sustento minha família lá fora”, disse Cleodio Batista de 33 anos.
 
Bolas de basquete, futsal, futebol de campo, vôlei e handebol são produzidas na fábrica que é mantida com recursos do Governo de Rondônia através da Secretaria de Justiça (SEJUS). Cada bola tem um custo médio de 37 reais. “Esse projeto tem mantido a esperança de quem fabrica as bolas e a alegria de quem as recebe”, afirmou o gerente da fábrica, Marivaldo Córdulo de Oliveira. Ele disse ainda que esse tipo de projeto pode despertar o interesse de empresas, como ocorre em outras unidades prisionais do país. “Temos pessoas capacitadas para produzir bolas com qualidade comercial. Já fazemos isso e poderíamos fazer mais com uma parceria entre governo e iniciativa privada. E com isso, mais presos poderiam trabalhar na fábrica”, concluiu Marivaldo.
 
Detentos de diversas unidades prisionais costuram as bolas que depois são encaminhadas à fábrica para a finalização da etapa de produção e testes de qualidade. “Não são beneficiados apenas os presos do Ênio Pinheiro, mas detentos de outras unidades também participam diretamente da produção”, afirmou Franklin Brandão, assessor técnico do projeto. Além das 6 mil bolas fabricadas por ano, o projeto Pintando a Liberdade também produz as redes para a prática do basquete, futsal, futebol de campo, vôlei e do handebol. “São várias ações de cidadania num único projeto”, finalizou Franklin.

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