close
logorovivo2

Sesau rebate comunicado feito pelo Cremero sobre possível interdição ética no HJP II

Sesau rebate comunicado feito pelo Cremero sobre possível interdição ética no HJP II

DA REDAÇÃO

22 de Setembro de 2009 às 15:40

Sesau rebate comunicado feito pelo Cremero sobre possível interdição ética no HJP II

FOTO: (Divulgação)

O Secretário de Estado da Saúde, Milton Moreira, rebateu na manhã desta terça-feira (22) o comunicado que o Conselho Regional de Medicina (Cremero) fez através da imprensa sugerindo uma possível interdição ética sobre o funcionamento do Hospital João Paulo II (HJPII), lembrando que foi este próprio Conselho, ao compor uma comissão ainda em 2003, que recomendou a reforma das instalações daquela unidade hospitalar.
 
De acordo com o secretário, o governo determinava, logo no início da gestão do governador Ivo Cassol, a construção de um novo hospital, para o qual foi feito um pré-projeto orçado em cerca de R$ 13 milhões, que foram propostos ao Ministério da Saúde.
 
Ainda em 2003, o Cremero, de acordo com Moreira, pediu a intervenção na Justiça do Trabalho para área de Saúde do Estado, e exigiu que fosse realizada a reforma da unidade. Na ocasião, o Conselho compunha uma comissão da qual faziam parte ainda o governo e o Sindsaúde. 
 
Com recursos iniciais estimados em R$ 600 mil, a obra foi iniciada com a fiscalização da referida comissão. Após seis meses, a obra foi abandonada e devolvida ao Estado. Para retomar a reforma, foi aberta nova licitação e, entre a adequação de distratos e contratos, passou-se mais de um ano, período em que a unidade funcionou precariamente parte no Hospital de Base e parte no Instituto de Medicina Especializada (IME), de propriedade do médico Iran Gallo.
 
João Paulo II sempre esteve desviado de sua função
 
Concluída a reforma das atuais instalações do hospital, em que foram absorvidos recursos na ordem de R$ 7,3 milhões, entre a estrutura física e os equipamentos, posteriormente ainda foi feita uma reforma na cobertura, porém, o João Paulo II sempre esteve desviado de sua função, abrigando um número expressivo de atendimentos que está fora de sua competência, principalmente o atendimento ambulatorial aos pacientes da Capital, que deveria ser priorizado na Rede Básica Municipal de Saúde. Atualmente está sendo programada ainda uma reforma higiênica da unidade.
 
O Governo do Estado, por sua vez, continua investindo no JPIl devido à constante deterioração física do prédio e da alta demanda de pacientes. Mesmo tendo sido adaptado na reforma de sua estrutura, o hospital continuou e continua recebendo pacientes procedentes do interior do Estado, atendendo mesmo aqueles casos que poderiam ser resolvidos em seus locais de origem, considerando que a unidade hospitalar está apta a atender os casos de média e alta complexidades.
 
Contratação de profissionais
Além da contratação de profissionais específicos – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e pessoal administrativo – através de três concursos estaduais, o governo está também concluindo a instalação do setor de diagnóstico de imagem com serviços de tomografia computadorizada e de Raio-X, e executando a reforma geral do prédio, com recursos próprios do Estado.
 
Desestruturação da Rede Hospitalar Municipal
 
A rede hospitalar funciona precariamente nos municípios do interior do Estado e, principalmente, na Capital. A Atenção Básica atende às consultas e aos exames das proximidades onde residem os pacientes. A rede existente não atende os casos pactuados com o Ministério da Saúde, mesmo recebendo recursos fundo a fundo do Sistema Único de Saúde, e essa situação vem sendo denunciada no decorrer de todos esses anos.
 
Porto Velho não tem rede hospitalar
 
A Capital não tem rede hospitalar e atende a população em postos e unidades básicas desestruturadas, sem equipamentos, com deficiência de profissionais médicos e de remédios, e a população, frustrada pelo péssimo atendimento, ou é encaminhada para o Hospital João Paulo II ou para lá se dirige espontaneamente. A Capital também não se preparou para o aumento da demanda populacional em relação às obras das usinas do Rio Madeira. Mesmo as três unidades de pronto atendimento (UPAS), com recursos do Ministério da Saúde e não da compensação das obras das hidrelétricas, anunciadas pelo prefeito de Porto Velho para atender a Capital, quando estiverem prontas, não darão conta do atendimento necessário à população.
 
No entendimento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o Cremero teria o papel resolutivo se atuasse de forma imparcial, verificando as falhas e apresentando sugestões coerentes para solucionar as dificuldades impostas pela falta de assistência da Rede Básica Municipal.
 
“A interdição ética dos médicos que atuam no JPII, além de não solucionar a questão interna do hospital, prejudica a população que não carece da ação daqueles que nada executam”, informou o secretário da Sesau.
 
 
 

MAIS NOTÍCIAS

PRIMEIRA PÁGINA
RONDONIAOVIVO TV
DESTAQUES EMPRESARIAIS
PUBLICAÇÕES LEGAIS
COLUNAS