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Sedam inicia projeto de prevenção e combate as queimadas em Rondônia

Sedam inicia projeto de prevenção e combate as queimadas em Rondônia

DA REDAÇÃO

20 de Julho de 2009 às 15:35

Sedam inicia projeto de prevenção e combate as queimadas em Rondônia

FOTO: (Divulgação)

Nesta terça-feira, 21, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), vai realizar, às 16:00 horas, a divulgação do Plano de Ação para combater as queimadas em Rondônia. Essas ações, de acordo com o secretário Cletho Muniz de Brito, já vêm sendo realizadas continuamente por meio de palestras educativas nas escolas e empresas privadas; blitz e pit stops educativos com distribuição de material informativo; campanha de conscientização na mídia, monitoramente e fiscalização ostensiva.

O secretário Brito faz um apelo para que as pessoas não queimem e pede para que os agricultores procurem a Sedam, Ibama, Emater ou Embrapa, pois os técnicos desses órgãos estão à disposição para mostrarem as alternativas e ajudar com orientações que certamente irão evitar enormes prejuízos a saúde humana e ou meio ambiente.

 

No período de estiagem, correspondente aos meses de julho a outubro, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), está intensificando as ações de monitoramento, fiscalização e educação ambiental nas áreas urbanas e rurais, para prevenir e combater as queimadas e incêndios florestais.

Esse trabalho é feito pela Sedam em uma junção de esforços com o Ibama, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Emater, Embrapa, Batalhão de Polícia Ambiental, Delegacia Especializada contra Crimes ao Meio Ambiente e demais órgãos que fazem parte do Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Queimadas e Incêndios Florestais, constituído por órgãos governamentais e não governamentais.

 

De acordo com o secretário da Sedam, Cletho Muniz de Brito, o órgão ambiental este ano não emitiu nenhuma autorização de queima e nem pretende liberar esse tipo de autorização. “Estamos orientando os produtores rurais sobre as normas e precauções importantes a serem adotadas para evitar as queimadas. O Comitê tem uma série de alternativas que substituem com eficiência a prática do fogo”, esclareceu.

 

Brito disse ainda que a Sedam tem realizado um trabalho de monitoramento e fiscalização aos focos de calor, aplicando termos de advertências aos infratores, a fim de fazer cumprir a legislação ambiental. Além disso, tem desenvolvido um trabalho de conscientização ao não uso do fogo junto aos agricultores e as escolas de base, realizando programas de educação ambiental com palestras e atividades educativas e, para conscientizar os vários seguimentos da sociedade, tem realizado campanhas educativas através da mídia, buscando estimular ao máximo alternativas que substituam as queimadas.

 

Em comparação ao ano passado, os registros mostram que diminuiu consideravelmente o número de queimadas em Rondônia. A afirmação é do meteorologista Marcelo Gama. Segundo ele, a Sedam, através da Coordenadoria de Geociência (COGEO), em parceria com o INPE/CPTEC realiza diariamente o monitoramento de focos de calor no Estado. Durante o mês de junho de 2009 foi verificado em todo o Estado de Rondônia apenas 19 focos de calor, representando uma redução de mais de 56 % no número de focos de calor em relação ao mesmo período do ano de 2008, e mais de 91% em relação a 2007. 

 

Nos primeiros 15 dias do mês de julho foram registrados em todo o Estado de Rondônia 60 focos de calor, representando uma redução de mais de 40% em relação a 2008 e de mais de 71% em relação á 2007.

 

O meteorologista da Sedam Marcelo Gama, disse que os efeitos das queimadas duram muito mais do que a fumaça, que atrapalha uns poucos centros urbanos e fecha alguns aeroportos.  As queimadas além de liberar enorme quantidade de fumaça e partículas, aumentando o teor de CO2 na atmosfera, ameaça a saúde da população, contribuindo com o aumento de problemas respiratórios, podendo trazer prejuízos imensos e duradouros para as florestas, além de contribuir com o aquecimento global.

Uma queimada inicial em uma floresta inalterada não parece causar muito dano, mas na verdade a pequena frente de fogo tem impactos severos, matando só pela exposição ao calor, até 40% das árvores de pequeno porte.

O uso do fogo além de destruir a floresta, causa a morte de muitos animais, queima a camada de húmus e os micros organismos que fazem a decomposição da matéria morta, tornando o solo mais susceptível ao processo de erosão.

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