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Servidores municipais são barrados na Prefeitura e enxotados pela Polícia Militar a pedido de Mirian Saldanã

Servidores municipais são barrados na Prefeitura e enxotados pela Polícia Militar a pedido de Mirian Saldanã

DA REDAÇÃO

27 de Maio de 2009 às 15:16

Servidores municipais são barrados na Prefeitura e enxotados pela Polícia Militar a pedido de Mirian Saldanã

FOTO: (Divulgação)

A animosidade entre os servidores municipais e a Prefeitura de Porto Velho está cada vez pior. Hoje pela manhã dezenas de servidores foram expulsos do Gabinete do prefeito Roberto Sobrinho pela Polícia Militar a mando da chefia de Gabinete.
 
A denúncia foi feita agora há pouco pela presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Porto Velho (Sindeprof), Ellis Regina. Segundo ela, Roberto Sobrinho marcou a audiência com os servidores, mas não cumpriu com a palavra.
 
“Ele preferiu receber alunos de uma escola particular que estariam participando do Dia do Desafio. Fomos expulsos porque, segundo a chefia de Gabinete, estaríamos atrapalhando as atividades do Dia do Desafio”, ironizou a sindicalista. O motivo da mobilização na Prefeitura foi a criação do Decreto 11.307, de 6 de maio de 2009, que reduz em até 60% os valores das horas extras do servidor municipal. O Decreto vai atingir principalmente servidores da Saúde e Educação municipais.
 
“Iríamos buscar uma solução com o prefeito. Muitos servidores foram pegos de surpresa pelo Decreto e tiveram suas horas-extras do mês de maio diminuídas sem aviso-prévio. O servidor não teve tempo de sequer escolher se faria ou não hora-extra”, denunciou Elis Regina.
 
Na tarde de segunda-feira, o Sindeprof realizou uma reunião com centenas de servidores municipais no Salão Nobre do Clube 
Ferroviário. A categoria deliberou que quer a revogação imediata do Decreto com o retorno dos valores anteriormente pago pelas horas extras.
 
Elis Regina disse à reportagem que o sindicato está sendo obrigado a buscar a garantia dos direitos dos servidores na Justiça. Segundo ela, muitos secretários estão ameaçando de cortar a gratificação de servidores que não quiserem cumprir horas-extras.
 
“Se a hora-extra diminuiu cabe ao servidor escolher de cumpri-las ou não, respeitando é claro, o percentual exigido por Lei para que os setores da administração pública não sejam paralisados”, observou. Segundo Elis, a atual administração está agindo de forma ditatorial.
 
Quando ao fato do sindicato ter sido preterido pelas atividades do Dia do Desafio, a sindicalista atacou: “O desafio maior que a Prefeitura deveria enfrentar e se interessar é de dar um salário justo ao servidor, condições de trabalho e outros benefícios que a administração municipal vem tirando da categoria a cada ano”.

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